Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 3 a 9 de novembro:

Preço médio da gasolina subiu 0,36% e o do etanol, 0,61%
Na média nacional, o valor do renovável correspondeu a 66,9% do valor de comercialização do combustível fóssil
Em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas
O preço do etanol nos postos aumentou em 15 estados, diminuiu em dez e no Distrito Federal, e não foi registrado no Amapá
Nas usinas dos principais estados produtores, o preço do etanol segue subindo
Na semana de 3 a 9 de novembro, os combustíveis registraram discretos aumentos nas bombas dos postos de todo o país. Com as diferentes variações observadas para o etanol e para a gasolina, a relação entre os valores sofreu alterações.
Conforme informações divulgadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação entre os combustíveis chegou a 66,9% na análise mais recente. O indicador subiu 0,15% na semana, recuperando a sequência de aumentos observada desde o final de setembro.
O valor ainda está distante do limite comercialmente estabelecido de 70%, conforme observado desde abril. Ainda assim, este é o maior valor desde abril, quando a relação entre os preços beirou a linha dos 70%.
O aumento no indicador se deve, especialmente, ao maior acréscimo no valor médio do etanol. Enquanto o biocombustível passou de R$ 2,928 por litro para R$ 2,946/l, variando 0,61%, a gasolina passou de 4,386/l para R$ 4,402/l, crescendo 0,36%.

De acordo com a ANP, o preço do etanol nos postos aumentou em 15 estados, diminuiu em dez e no Distrito Federal, e não foi registrado no Amapá
Com as variações observadas nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o preço do biocombustível subiu 0,73% – chegando a R$ 2,744/l – enquanto o da gasolina caiu 0,12%. Assim, a relação entre eles subiu para 66,1%, ainda favorável para o biocombustível.
Já Mato Grosso apresentou um aumento de 0,9% para o etanol, mas segue com o menor valor médio do país (R$ 2,582/l). Como a gasolina subiu apenas 0,4%, a relação entre eles subiu para 57,3%. Ainda assim, o estado segue apresentando o biocombustível mais competitivo do país.
Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,43% e a gasolina, 0,19%. Desta forma, a relação entre eles subiu para 64,1%, ainda favorável ao renovável.
Já Goiás registrou o aumento de 0,42% para o biocombustível, que ficou em R$ 3,108/l, e de 0,26% para a gasolina. Assim, a relação entre eles subiu para 67,4%, competitiva para o renovável.
No Paraná, o etanol teve um aumento de 0,61%, enquanto a gasolina caiu 0,05%. Assim, a relação entre eles chegou a 71%, acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes estados produtores – Mato Grosso do Sul, com índice de 82,3%, também não apresenta etanol competitivo.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, Goiás, São Paulo e Mato Grosso novamente apresentaram aumentos.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 0,94%.
Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 1,67% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.
E em Goiás, a cotação do etanol nas usinas subiu 0,67% entre as duas últimas semanas.
Rafaella Coury – novaCana.com