
Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 11 a 17 de agosto:
Preço médio da gasolina subiu em 0,16% e o do etanol, 0,71%
Na média nacional, o preço do etanol correspondeu a 65,1% do valor de comercialização da gasolina
No período, foi vantajoso abastecer com etanol em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná
O preço do etanol nos postos aumentou em 14 estados e no Distrito Federal, diminuiu em nove e não foi registrado no Amapá
Seguindo a tendência observada desde o fim de junho, a relação entre os preços dos combustíveis do Ciclo Otto tem desfavorecido o etanol. A cada semana, a opção renovável fica menos competitivo na comparação com seu correspondente fóssil.
De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana 11 a 17 de agosto, o preço médio do biocombustível correspondeu a 65,1% do da gasolina. O valor representa uma aproximação ao limite da paridade energética entre os dois combustíveis, comercialmente estabelecida em 70%.
Embora tenha ocorrido um aumento no preço de ambos os combustíveis, isso tem ocorrido com maior intensidade para o etanol. Na análise mais recente, o preço médio nacional do etanol passou de R$ 2,798 por litro para R$ 2,818/l, um aumento de 0,71%. Para a gasolina, a alteração foi de R$ 4,319/l para R$ 4,326/l, coincidindo um aumento de 0,71%
Essa é a terceira semana consecutiva de aumentos no preço do biocombustível, após uma sequência de quedas observada a partir de abril.

De acordo com a ANP, de 04 a 10 de agosto, o preço do etanol nos postos aumentou em 14 estados e no Distrito Federal, diminuiu em nove e não foi registrado no Amapá. A gasolina também teve uma redução no seu preço médio em nove estados.
Com os valores analisados nos últimos meses, o biocombustível segue competitivo apenas em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e no Paraná, estados em que o litro custa menos de R$ 3,00 nas bombas.

São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, registrou aumento de 1,27% para o renovável entre as duas últimas semanas, chegando a R$ 2,624/l – ainda assim, o estado se mantém com o segundo menor valor da análise. Já a gasolina caiu em 0,12%. Com isso, a relação entre os preços subiu para 64,3%, ainda favorável ao biocombustível.
Já Mato Grosso apresentou um aumento de 0,96% para o etanol, que segue com o menor valor médio do país (R$ 2,526/l). Como a gasolina subiu 0,2%, a relação entre os preços aumentou para 56,7%, mas ainda manteve o estado com o biocombustível mais competitivo do país.
Goiás teve uma queda de 0,41% para o etanol, que chegou a R$ 2,668/l, e de 0,78% para a gasolina. Assim, a relação entre foi para 62%, índice competitivo para o renovável e a segunda melhor relação entre os combustíveis do país.
Em Minas Gerais, o etanol aumentou 0,49% enquanto a gasolina se manteve, o que fez a relação entre eles subir para 62,4%, ainda favorável ao biocombustível.
E no Paraná, o aumento de 0,11% no preço do etanol e de 0,17% para a gasolina fez com que a relação entre eles se mantivesse em 68,5%, vantajosa para os consumidores do biocombustível no estado. Ainda assim, o indicador é o segundo mais alto dentre os seis grandes estados produtores de etanol – em Mato Grosso do Sul, com índice de 82,2%, o etanol não é considerado competitivo.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
Nas usinas, o preço do biocombustível subiu em São Paulo, Mato Grosso e Goiás.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação subiu 0,06%.
Mato Grosso, por sua vez, teve aumento de 0,55% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise.
Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas aumentou 1,28% entre as duas últimas semanas.
Rafaella Coury – novaCana.com