O preço do açúcar bruto com vencimento em março fechou em baixa de 0,01 (-0,05%) nesta segunda-feira, 2, para 21,07 centavos de dólar.
Os preços do adoçante na segunda-feira estenderam sua queda de duas semanas, com o produto registrando uma baixa de dois meses e meio. A fraqueza do real brasileiro pesou sobre os preços do açúcar, uma vez que a moeda caiu 1,61% na segunda-feira, logo acima da baixa recorde da última sexta-feira, 29, em relação ao dólar. O real mais fraco incentiva a venda de exportação pelos produtores de açúcar do Brasil.
Uma melhora no fornecimento de açúcar também é fator pessimista para os preços. Em 21 de novembro, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) reduziu sua previsão de déficit global de açúcar de 2024/25 para 2,51 milhões de toneladas, em comparação com uma previsão de agosto de déficit de 3,58 milhões de toneladas.
No lado positivo está o declínio na produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil. Na última quarta-feira, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) relatou que a produção de açúcar na região Centro-Sul do Brasil, durante a primeira quinzena de novembro, caiu 59,2% ano a ano para 898 milhões de toneladas.

A seca e o calor excessivo no início deste ano causaram incêndios no Brasil que danificaram as plantações de açúcar no principal estado produtor do Brasil, São Paulo. A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) disse que cerca de 2 mil focos de incêndio afetaram até 80 mil hectares de cana-de-açúcar plantada em São Paulo. A Green Pool Commodity Specialists observou que até 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar podem ter sido perdidos devido aos incêndios.
Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cortou sua estimativa geral de produção de açúcar do Brasil para 2024/25, conforme dados divulgados na última quinta-feira, para 44 milhões de toneladas de uma previsão anterior de 46 milhões de toneladas, citando menores rendimentos de cana-de-açúcar devido à seca e ao calor excessivo.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em seu relatório semestral divulgado em 21 de novembro, projetou que a produção global de açúcar de 2024/25 subiria 1,5% ano a ano para um recorde de 186,62 milhões de toneladas e que o consumo global aumentaria 1,2%, também para um recorde de 179,63 milhões de toneladas. O orgão também previu que os estoques finais globais de açúcar de 2024/25 cairiam 6,1% para 45,43 milhões de toneladas.
Rich Asplund
Com tradução e adaptação NovaCana