Etanol: Abastecimento

Etanol: Abastecimento

Com entressafra e vendas aquecidas, estoques de etanol do Centro-Sul continuam em baixa

Ao final da primeira quinzena de fevereiro, usinas da região armazenavam 5,54 bilhões de litros, 15,1% abaixo da posição de um ano antes


NovaCana - Publicado: 05 Mar 2025 - 16:03

Com mais um mês e meio de entressafra de cana-de-açúcar pela frente, os estoques de etanol do Centro-Sul continuam apresentando baixas. Em 16 de fevereiro, as unidades produtoras armazenavam 5,54 bilhões de litros do biocombustível, retração de 16,6% na quinzena e de 15,1% ante um ano antes.

Ainda assim, o volume está 16,6% acima da posição vista no mesmo período de 2023, quando os tanques continham 4,75 bilhões de litros.

Os dados sobre os estoques de etanol foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 25 de fevereiro. Considerando o volume total, 57,4% era de hidratado e 42,6%, de anidro.

Os tanques de São Paulo, maior estado produtor e consumidor do biocombustível, continham 2,93 bilhões de litros em 16 de fevereiro, queda quinzenal de 15,5%. Em relação aos 3,54 bilhões de litros vistos no ano passado, a retração foi de 17,1%.

De acordo com a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica), foram vendidos 1,39 bilhão de litros de etanol na primeira quinzena de fevereiro, alta anual de 7%. A produção por sua vez, foi de 33,57 milhões de litros, com uma alta de 3,7% no ano proporcionada pelas usinas de etanol de milho.

Ainda conforme a Unica, das 18 unidades operando no começo de fevereiro, dez processam apenas milho, cinco são flex e apenas três têm a cana-de-açúcar como matéria-prima.

As vendas aquecidas e baixa produção justificam a tendência de baixa dos estoques no começo deste ano. Mesmo assim, o diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, afirma que o cenário de expansão do etanol de milho e o mix de produção voltado ao biocombustível são suficientes para garantir o abastecimento interno.

Em 2024, a armazenagem do biocombustível cresceu apenas a partir de maio, voltando ao patamar de 3 bilhões de litros na primeira quinzena do mês.

Com relação ao consumo, a StoneX espera uma queda para o hidratado em 2025, além de um aumento para a gasolina. Com o fóssil em alta, as vendas de anidro também devem subir, ainda mais com a possibilidade de aumento da mistura para 30%. A consultoria ainda aponta que este ano pode ser movimentado para os produtores de etanol, levando em conta o lado tributário.

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Hidratado

Ao final da primeira quinzena de fevereiro, o estoque de etanol hidratado do Centro-Sul era de 3,18 bilhões de litros, queda de 14,7% ante o começo do mês e de 15,9% no ano.

De acordo com a Unica, a produção do biocombustível utilizado para abastecer diretamente os veículos foi de 21,37 milhões de litros na quinzena, alta anual de 10,1%. As vendas de hidratado, por sua vez, subiram 2,5%, totalizando 847,35 milhões de litros no período.

Em São Paulo, os tanques continham 1,72 bilhão de litros de hidratado, queda de 13,9%.

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Anidro

Em 16 de fevereiro, os tanques de anidro registraram uma queda de 14,6% em relação à posição final da quinzena anterior, para 2,36 bilhões de litros. Na comparação com o mesmo período de 2024, a baixa foi de 13,9%.

Ainda segundo a Unica, na quinzena, as usinas fabricaram 12,02 milhões de litros do biocombustível a ser misturado à gasolina. As vendas, por outro lado, subiram 14,8%, totalizando 548,03 milhões de litros.

Em São Paulo, 1,21 bilhão de litros de anidro estavam estocados pelas usinas, queda anual de 21,3%.

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Giully Regina – NovaCana


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