A colheita de milho do Paraná atingiu 13% da área total cultivada no estado, avanço de seis pontos percentuais na comparação com a semana anterior, e segue bem à frente do índice registrado nos últimos anos nesta época, segundo números do Departamento de Economia Rural (Deral) publicados nesta terça-feira, 11.
O especialista Edmar Gervásio, do Deral, afirmou que o percentual apurado é um dos maiores para esta época, após o milho ter sido plantado antecipadamente e o tempo seco estimulado o amadurecimento precoce das lavouras, ainda que com redução das produtividades.
“Neste ritmo, devemos fechar o mês de junho com mais de um terço colhido, o maior volume da história para a segunda safra de milho (nesta época)”, disse Gervásio.
Mas, ao final da safra, a colheita deverá ser menor do que o projetado, por conta de questões climáticas.
“As lavouras ainda a colher mantêm condições de campo estáveis comparado aos últimos 15 dias. Isso pode indicar que as perdas de produção tendem a ser amenizadas”, afirmou ele, acrescentando que, ainda assim, a estimativa de produção de 13,2 milhões de toneladas deverá ser revisada para baixo no levantamento do final do mês.
A colheita de milho está concentrada na região oeste e centro-oeste do estado, um dos maiores produtores do cereal do Brasil. “Estas duas regiões juntas têm 50% da área total plantada, que equivale a 1,2 milhão de hectares”, notou.
Em Mato Grosso, maior produtor brasileiro, a colheita também está em ritmo acelerado, apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) na última sexta-feira, 7.
Com a colheita acelerada, os preços estão em baixa no Brasil, assinalou o Centro de Estudos avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. No acumulado do mês, o recuo é de quase 2%, para R$ 58,22 por saca, segundo indicador do centro para a região de Campinas (SP).
Roberto Samora