A colheita mecanizada de cana-de-açúcar atingiu 72,6% da área colhida na safra 2012/13 no Estado de São Paulo, representando 3,38 milhões de hectares, informou nesta sexta, dia 3, a Secretaria do Meio Ambiente do governo estadual.
O secretário de Meio Ambiente, Bruno Covas, informou em comunicado que São Paulo deixou de queimar 5,53 milhões de hectares na safra 2012/13 e de lançar à atmosfera mais de 20,6 milhões de toneladas de poluentes e 3,4 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.
A palha que é deixada sobre o solo após a colheita mecanizada, além de melhorar sua fertilidade e protegê-lo contra a ação das chuvas e de processos erosivos, também tem potencial para geração de energia elétrica nas usinas.
Conforme o governo, se 50% da quantidade da palha gerada na safra passada fosse aproveitada para cogeração, seria possível suprir cerca de 31% do consumo residencial paulista.
Redução da queima de cana diminui a poluição
Com a mecanização da colheita da cana-de-açúcar, a região de Ribeirão Preto deixou de emitir 1,9 milhão de toneladas de gás carbônico (CO2) e outros poluentes em cinco anos.
Essas emissões representam, por exemplo, tudo o que seria jogado na atmosfera por uma frota de 5,5 mil ônibus, circulando durante um ano inteiro na região, divulgou nesta quinta-feira (2) o secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas.
No caso do Estado de São Paulo, foram 3,4 milhões de toneladas de CO2 que deixaram de ser emitidas nesse mesmo período, além de 20 milhões de toneladas de outros materiais particulados. O total de emissões equivaleria a 59 mil ônibus circulando em todo o Estado.
"O ganho ambiental se dá pela questão da qualidade do ar, da saúde do trabalhador e da própria população do entorno", explica o secretário.
Em 2007, governo do Estado, produtores de cana-de-açúcar e usinas assinaram o protocolo Agroambiental que, entre outras determinações, prevê que esta seja a última safra com queima de cana nas áreas passíveis de colheita mecanizada. A partir de 2017 a queima estará suspensa em todo o Estado.
Além dessa redução, um levantamento do Estado mostrou que, em 2012, também ocorreu a diminuição do uso da água destinada à lavagem da cana, de 5 metros cúbicos para 1,26 metro cúbico por tonelada. O objetivo é chegar a um metro cúbico até 2014.
Para 2013 e 2014, Covas prevê que a colheita mecanizada chegue a 90%. As demais áreas que ainda fazem a colheita com a queima deve passar para o uso das máquinas até 2017.
Nesta quinta, o A Cidade antecipou que Ribeirão Preto teve 72,3% da safra de 2012 colhida por sistema mecanizado. No Estado esse índice é de 72,6%, valores que já fazem parte do acordo presente no protocolo Agroambiental.
Agência Estado e Jornal A Cidade