A Cocamar deve fechar o ano com queda de 7% no faturamento inicialmente previsto para 2023, devido aos preços mais baixos das commodities e também dos insumos. Ainda assim, o desempenho de R$ 12,8 bilhões deve superar em 15% o de 2022.
Para 2024, a expectativa é otimista, com preços estáveis dos grãos, diz José Cícero Aderaldo, vice-presidente da cooperativa. A meta de receita é de R$ 14 bilhões para o próximo ano.
O impulso deve vir do ganho na participação de mercado com os cooperados. “Hoje, participamos de 57% das compras de insumos e da recepção de grãos no norte do Paraná. Queremos alcançar 60%”, disse.
A Cocamar prevê receber 4,35 milhões de toneladas de soja e milho nesta safra, volume 34% maior.
A companhia ainda avalia aporte de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões em 2024 para ampliar a capacidade de armazenagem em 250 mil toneladas, para 2,5 milhões de toneladas. A decisão final do investimento virá em março. A empresa estuda ainda a expansão da planta em Maringá (PR).
Neste mês, a Cocamar ingressou no varejo de carne bovina. Um frigorífico terceirizado abate os bois e processa a carne. Aderaldo espera que as vendas deslanchem a partir de 2024, com a meta de R$ 100 milhões no ano. “O foco é o mercado regional, depois outros estados e exportação em cerca de três anos”, detalha.