Milho

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Coamo espera receber 3,3 milhões de toneladas de milho nesta temporada


Reuters - Publicado: 11 Fev 2022 - 07:38

A Coamo, maior cooperativa agrícola do Brasil, prevê que o clima desfavorável na safra atual deve resultar em perdas maiores para a soja do que para o milho, uma vez que na temporada anterior o cereal sofreu mais com estiagem e geadas.

De acordo com a companhia, neste ciclo, o plantio de milho segunda safra está se desenvolvendo bem até o momento, o que traz expectativa de que a Coamo possa receber cerca de 3,3 milhões de toneladas, versus 1,9 milhão no ano passado.

Este é outro fator que pode sustentar o faturamento, além dos preços mais altos, e do fechamento de negócios pelos agricultores. “O produtor não está vendendo a soja, (mas) ele vai ter que vender para pagar contas. Quanto e com qual velocidade vai depender muito do comportamento do produtor”, opinou o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, em entrevista à Reuters.

Insumos

Em um momento de escassez e preços altos de insumos agrícolas como fertilizantes e pesticidas, o CEO da Coamo destacou esse negócio dentro da cooperativa, que faturou quase R$ 8 bilhões, dando melhores condições para os cooperados enfrentarem o cenário, uma vez que o pagamento é feito apenas após a colheita.

“A Coamo tem um diferencial, somos o maior canal de distribuição de muitas empresas, e isso pesa nas negociações, tanto em preços como garantia de fornecimento”, destacou ele. “Estamos conseguindo lidar (com a escassez), é uma dificuldade, mas acho que temos problemas menores que os outros”.

Investimentos

Com relação aos investimentos, a Coamo deverá investir em 2022 volumes próximos dos registrados no ano passado, quando somaram R$ 616,4 milhões.

Um dos principais projetos é a indústria de rações em Campo Mourão com capacidade para 200 mil toneladas ao ano e investimentos de US$ 150 milhões. A obra foi iniciada em janeiro, com previsão de conclusão até o final do ano.

A companhia também espera terminar dois entrepostos em Mato Grosso do Sul e projeta ampliar os moinhos de trigo.

Roberto Samora