A Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf), anunciou que atingiu 50% da moagem na atual temporada. As 800 mil toneladas de cana previstas para a safra da usina, localizada em Timbaúba (PE), serão destinadas em sua maioria a produção de açúcar até o final de janeiro do próximo ano.
A unidade já esmagou 400 mil toneladas, fabricou 516 mil sacos de açúcar, 7,3 milhões de litros de etanol anidro e 8,3 milhões de litros de cachaça. O anúncio foi feito durante um encontro com cooperados na última semana, na Coaf. Na ocasião, o banco Sicoob anunciou linha de financiamento a juros competitivos em relação ao mercado voltado para o plantio e irrigação da cana.
Em outubro, a produção de etanol anidro da Coaf passou a ser computada para a emissão de Crédito de Descarbonização (CBios) do RenovaBio. A certificação foi realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) e o órgão já havia certificado o etanol hidratado da unidade anteriormente.
A Coaf é uma das poucas usinas no Brasil a pagar 100% de CBios aos fornecedores de cana. O percentual é superior ao proposto até que no Projeto de Lei (PL 3.149/2020), matéria em tramitação na Câmara Federal desde que foi sugerida pela Federação dos Plantadores de Cana do Brasil ao então deputado Efraim Filho (DEM-PB).
“Essa é a nossa terceira certificação em pouco tempo. Poucas usinas têm esse número de certificações. Desmistifica, inclusive, o que dizem a maioria delas sobre a dificuldade de certificar os canavieiros. Complexo é, mas também bem possível, sobretudo porque isso é indispensável para elevar a nota da unidade no RenovaBio e assim aumentar os ganhos com os CBios. Para isso, é preciso o trabalho na qualificação nos canaviais relativa ao mapeamento e às questões ambientais. Isso ajuda a melhorar a nota dada pela ANP sobre tais critérios, o que remunera melhor”, disse o presidente da cooperativa e da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima,
A Coaf deve fabricar 15 milhões de litros de anidro até o final da safra, conforme a empresa. O que já foi produzido antes da certificação não será computado para os CBios, mas tudo depois da certificação entrará. Os cooperados devem receber 80% dos CBios do exercício de 2023 no começo de 2024 e os outros 20% restantes na partilha das sobras do exercício.