O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou no começo de outubro uma resolução que, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), seria um “passo decisivo para consolidar a mobilidade de baixo carbono e integrar políticas públicas de descarbonização no setor de transportes”.
Na prática, o texto fixa os valores da intensidade de carbono das fontes de energia e a participação de combustíveis líquidos, gasosos e da energia elétrica para o cumprimento das metas do programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), conforme previsto na lei do Combustível do Futuro. De acordo com o MME, isso também possibilita a conexão entre o Mover e o RenovaBio.
Conforme publicação no Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira, 14, o biometano é a fonte energética com a menor intensidade de carbono, com o valor calculado em 8,35 gramas de CO2 por megajoule (gCO2/MJ). Em contrapartida, a gasolina A foi avaliada com uma emissão 87,4 gCO2/MJ – a mais elevada.
Para o etanol, a resolução considera valores diferentes em relação aos anos analisados. Considerando 2024, o hidratado recebeu 22,73 gCO2/MJ; em 2027, o valor deve cair para 22,3 gCO2/MJ. No caso do anidro, os valores estabelecidos são de 22,39 gCO2/MJ (2024) e 22,04 gCO2/MJ (2027).
Com isso, a gasolina C também sofreu variações. Em 2024, observando uma mistura de 27% de anidro, o valor era de 73,78 gCO2/MJ. Já em 2027, com 30% de anidro, o resultado passará a ser de 72,45 gCO2/MJ.
O CNPE ainda considerou que, em 2024, os combustíveis do ciclo Otto detinham 48,2% de participação entre todas as fontes energéticas analisadas, contabilizando gasolina A (27,6%), etanol hidratado (13,3%) e etanol anidro (7,3%). Para 2027, a expectativa é que essas fatias totalizem 46,3%, sendo 25,7% da gasolina A, 13% do hidratado e 7,6% do anidro.
Ainda de acordo com o conselho, a participação específica do hidratado no mercado de veículos flex deve passar de 43,9% em 2024 para 43,7% em 2027.
Renata Bossle – NovaCana