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CNA busca acordo para evitar calote de usinas a produtores de cana

canavial-030214“O governo se eximiu. Ele acredita que esta é uma relação comercial entre duas partes”

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Para proteger os produtores de cana que estão sem receber das usinas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) busca o apoio do governo e do setor em discussões travadas na Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, órgão consultivo ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Num primeiro momento, a entidade tenta convencer o governo e as usinas, o elo mais forte da cadeia produtiva, a abraçar a ideia.

“O governo se eximiu. Ele acredita que esta é uma relação comercial entre duas partes”, disse Júnior poucos dias depois da reunião de 12 de março, realizada na sede do Mapa, em Brasília.

Para proteger os produtores de cana que estão sem receber das usinas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) busca o apoio do governo e do setor em discussões travadas na Câmara Setorial de Açúcar e Álcool, órgão consultivo ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Num primeiro momento, a entidade tenta convencer o governo e as usinas, o elo mais forte da cadeia produtiva, a abraçar a ideia.

“A CNA vai enviar propostas ao governo federal e à Unica a fim de equalizar este problema”, disse, por telefone, o presidente da comissão de cana-de-açúcar da CNA, Ênio Jaime Fernandes Júnior.

A proposta foi discutida na última reunião do Câmara Setorial em 12 de março e deverá se estender ao longo do ano, a medida em que a CNA busca a simpatia do governo através do Mapa e negocia um acordo “mais justo” com as usinas.

“Queremos uma proposta justa, que não agrida as usinas. Se fizermos isso, Unica, Udop e Fórum Nacional vão nos apoiar”, comentou o representante da CNA.

Ao que tudo indica, o debate, que neste caso envolve interesses completamente antagônicos — o das usinas, que encontram-se em situação delicada e o dos fornecedores de cana, que amargam prejuízos e elevados custos de produção — deverá ficar restrito à apenas dois elos da cadeia: produtores e usinas.

“O governo se eximiu. Ele acredita que esta é uma relação comercial entre duas partes”, disse Júnior poucos dias depois da reunião de 12 de março, realizada na sede do Mapa, em Brasília.

Próximos passos

Em maio, a CNA deverá concluir um estudo que aponta o tamanho da inadimplência das usinas junto aos fornecedores no Brasil e como o não pagamento dos contratos de venda de cana-de-açúcar têm afetado os produtores rurais.

A proposta é apresentar os dados na próxima reunião da Câmara Setorial, em 18 de junho, na tentativa de convencer as usinas a chegar em um acordo.

“Não podemos admitir mais a inadimplência por parte das unidades industriais. Se produzir cana já esta dando prejuízo, agora imagine a situação caótica em que se encontra o produtor que não recebe”, disse Júnior.

“Todos nós estamos tentando sobreviver, as margens estão péssimas, e a CNA tem a obrigação – ela só existe por causa disso – de coibir a inadimplência junto ao produtor rural”, completou.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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