“As indústrias entram em dificuldade financeira e o fornecedor de cana acaba não recebendo"
Numa reunião setorial envolvendo diferentes atores do setor sucroenergético e o governo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) busca uma solução para coibir a inadimplência das usinas junto aos fornecedores de cana-de-açúcar.
Um antigo pleito dos produtores, a proposta será apresentada hoje (12), em reunião da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.
Confiante numa aproximação entre o setor e o governo, a CNA quer criar “barreiras” para impedir o calote das unidades produtoras de açúcar e etanol junto aos produtores de cana.
“As indústrias entram em dificuldade financeira e o fornecedor de cana...
Numa reunião setorial envolvendo diferentes atores do setor sucroenergético e o governo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) busca uma solução para coibir a inadimplência das usinas junto aos fornecedores de cana-de-açúcar.
Um antigo pleito dos produtores, a proposta será apresentada hoje (12), em reunião da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.
Confiante numa aproximação entre o setor e o governo, a CNA quer criar “barreiras” para impedir o calote das unidades produtoras de açúcar e etanol junto aos produtores de cana.
“As indústrias entram em dificuldade financeira e o fornecedor de cana acaba não recebendo. Precisamos criar mecanismos para mitigar isso. Chega a ser desumano deixar o produtor sem nada”, disse, por telefone, de Brasília, o presidente da comissão de cana-de-açúcar da CNA, Ênio Jaime Fernandes Júnior, que representará a entidade no encontro desta quinta-feira.
A tentativa de diálogo com o Planalto ocorre justamente num momento em que o governo sinaliza uma aproximação com o setor, com a aprovação recente de medidas de incentivo à produção, como o aumento da mistura de anidro na gasolina e a volta da Cide sobre o combustível fóssil. A chegada de Kátia Abreu à pasta do Mapa é vista pela CNA com bons olhos.
“O que o governo tem sinalizado depois que a Kátia Abreu assumiu o Mapa é que a interlocução melhorou, nossas pautas estão sendo atendidas”, disse Júnior, com quem Kátia trabalhou na CNA até o final do ano passado.
Dentro do governo o Mapa sempre foi visto como o ministério mais favorável a cadeia sucroalcooleira.
Sem mencionar detalhes sobre como serão as tratativas com o governo, o presidente da comissão de cana-de-açúcar da CNA disse apenas que quer “abrir portas” junto ao governo, “passo a passo”.
Leonardo Siqueira – NovaCana