Assim como aconteceu na soja, os impactos do calor no Brasil impulsionam a alta do milho na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro subiram 2,86% nesta segunda-feira, 13, cotados a US$ 4,7725 por bushel.
Além disso, a bolsa brasileira B3 também teve elevações. Os futuros de milho para janeiro subiram 5,33%, para R$ 68,17 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para março teve alta de 4,32%, indo a R$ 71,70 por saca.
A manutenção do clima seco em regiões produtoras de soja no Brasil é de grande preocupação para os preços futuros do cereal. A demora para plantar a oleaginosa pode acarretar em atrasos para a instalação do milho safrinha, principalmente em Mato Grosso.
“O principal motivo para a alta dos grãos em Chicago é o atraso no plantio da soja no Brasil e falta e de chuva para as lavouras. No entanto, se a umidade prevista para a próxima semana acontecer, o mercado pode mudar de direção rapidamente”, avalia o sócio-proprietário da Germinar Agronegócios, Roberto Carlos Rafael.
O milho fechou o dia em alta também com dados favoráveis para as exportações dos Estados Unidos. As vendas externas do cereal no país totalizaram 608,1 mil toneladas na semana encerrada em 9 de novembro. O volume negociado cresceu 5,8% em relação às vendas da semana imediatamente anterior, segundo dados do Departamento de Agricultura do país (USDA).
Paulo Santos
Com informações adicionais NovaCana