Açúcar: Mercado

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Clima e câmbio devem definir os rumos mercado de açúcar e etanol, aposta Rabobank


NovaCana - Publicado: 15 Jul 2014 - 08:32
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O banco holandês Rabobank afirma que o câmbio deve desempenhar papel relevante em relação aos preços de açúcar e etanol nos próximos meses, assim como o clima deve ditar os humores do mercado. A análise foi divulgada nesta segunda (14) em boletim que analisa as perspectivas de mercado para o período de julho a setembro das principais commodities brasileiras.

O banco não descarta que a manutenção do clima seco agrave ainda mais a quebra na safra de cana-de-açúcar. A análise é que, se mantendo a ausência de chuvas na principal região produtora do Brasil, poderá ser reduzida "cada vez mais as expectativas em relação ao número final de safra".

Adicionalmente, condições climáticas adversas também começam a afetar o desenvolvimento de safras importantes, como Índia, Tailândia, e Indonésia, diz o relatório do Rabobank.

Do lado do câmbio, a principal variável é política, que ao trazer maior volatilidade para a moeda tem efeitos sobre a quantidade de matéria-prima destinada ao biocombustível e ao adoçante.

"A indefinição em relação às eleições presidências no Brasil abre espaço para movimentos de alta e baixa no valor do dólar, impactando principalmente a arbitragem entre açúcar exportável e etanol no mercado doméstico", explica a instituição.

Quanto aos preços futuros do açúcar, o banco não tem uma perspectiva clara. De um lado pondera que o andamento da safra brasileira contribuiu para a aumento da oferta no mercado de açúcar, que por sua vez continua altamente abastecido e estocado após três anos de excedente.  Contudo, "o risco climático nos principais países produtores e a expectativa de défice no próximo ano safra, continua sendo fator de suporte".

Já o etanol deve continuar com preços estáveis dado o aperto entre oferta e demanda. Existe ainda a espera sobre uma definição em relação à mistura de etanol anidro na gasolina, que poderia passar dos atuais 25% para 27,5%.

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