Uma nova onda de tempo quente e seco no Paraná e Mato Grosso do Sul está preocupando produtores de milho, ao mesmo tempo em que ocorrem chuvas excessivas em Mato Grosso e Minas Gerais, afirmou nesta segunda-feira a consultoria AgRural.
Na sexta-feira, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) já havia alertado sobre as dificuldades que agricultores têm tido para entrar com as máquinas nas lavouras de Mato Grosso devido às precipitações.
O clima também está afetando o plantio da segunda safra de milho, semeada após a colheita da soja.
“Apesar do bom ritmo, o avanço das plantadeiras está prejudicado em Mato Grosso pelo excesso de chuva e no Paraná por falta de umidade – problema que também ocorre no sul de Mato Grosso do Sul e pontos de São Paulo”, destacou a AgRural.
Nesta semana, a maioria dos estados do Centro-Oeste deverá ter chuvas abaixo da média para o período, assim como o Paraná e partes de São Paulo, segundo dados do terminal Eikon, da Refinitiv. Já o Rio Grande do Sul terá mais chuvas, com volumes acumulados acima da média até o próximo sábado.
No caso do milho, até a última quinta-feira, 17, a área estimada para a segunda safra 2022 estava 53% plantada no Centro-Sul do Brasil, contra 24% no mesmo período do ano passado, de acordo com a AgRural.
A colheita da safra 2021/22 de milho verão está feita em 29% da área do Centro-Sul, ante 22% um ano atrás.
Roberto Samora