De acordo com informações apuradas pelo Valor Econômico, os ativos sucroalcooleiros do Grupo Ruette estão sendo negociados com cinco investidores que assinaram acordos de confidencialidade. Estão na disputa as gestoras Black River e Brookfield e os grupos do setor Guarani, Nardini Agroindustrial e Santa Isabel.
Além dessas empresas, outros dois grupos estrangeiros — um americano e outro asiático — estão em contato com o Grupo Ruette e iniciando as negociações, revelaram fontes de mercado ao Valor. O prazo dado aos investidores apresentarem as propostas é 5 de junho.
A dívida da empresa é de aproximadamente R$ 600 milhões, este é o valor que pode obtido com a venda dos ativos.
As duas usinas do grupo possuem capacidade de moagem de 3,6 milhões de toneladas e existe a possibilidade de que os ativos sejam vendidos separadamente. A sinergia entre os ativos da Ruette com os ativos dos investidores, faz com que a venda separada faça mais sentido dentro dos clusters de produção.
Uma das usinas do Grupos Ruette está próxima de uma das sete usinas da Guarani e também da Nardini. Já a usina em Ubarama fica ao lado da unidade de Novo Horizonte, da Santa Isabel.
O Valor revelou ainda que três bancos — BNP Paribas, Safra e Bicbanco — não aderiram ao acordo “standstill” com a empresa. O acordo foi feitos com outros credores para que as cobranças das dívidas ficassem suspensas por 180 dias. Estes três bancos estariam buscando o arresto e a penhora dos bens.
Em março o Banco Safra chegou a conseguir uma liminar da justiça, posteriormente cassada, determinando que fosse lacrado parte do estoque da companhia.
novaCana.com