As chuvas recentes na Argentina superaram as previsões “mais otimistas”, disse a Bolsa de Comércio de Rosário nesta terça-feira, 24. As precipitações representam um impulso para os agricultores atingidos pela seca, embora tenham sido irregulares e insuficientes.
A Argentina, terceira maior exportadora mundial de milho, vem enfrentando uma das piores secas em décadas, o que prejudicou as previsões de safra.
As chuvas recentes trouxeram algum alívio e, embora tenham atrasado a colheita do trigo, podem sustentar a produtividade da soja e do milho na safra 2022/23.
“A Argentina, passando pela seca mais importante dos últimos 60 anos, recebeu chuvas acima dos volumes esperados”, informou a bolsa em um relatório.
As chuvas e tempestades mais intensas ocorreram em La Pampa, a noroeste de Buenos Aires, e finalmente em Salta, com 127 milímetros na capital da província do noroeste do país.
No entanto, apenas 15% da região dos Pampas recebeu chuvas acima do nível-chave de 45 mm. A área de Buenos Aires teve 15%; La Pampa, 10%; Santa Fé, 5%; e Córdoba, 3%. Algumas áreas não receberam água.
“A variabilidade foi extrema, há locais com mais de 100 mm e outros onde não choveu”, disse a bolsa. “Para reverter o estado de seca e passar para reservas ótimas no solo, seriam necessários volumes de precipitação de 160 a 180 mm”, concluiu.
Adam Jourdan