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Chuvas prejudicam colheita, mas Abengoa reafirma perspectivas positivas para safra

abengoa-sao-joao-220616Apesar das chuvas, a empresa reafirmou seu otimismo para temporada. Além disso, revisou suas metas para moagem e para produção de açúcar, etanol e energia elétrica na safra 2016/17

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As chuvas registradas em maio e junho foram severas para muitas usinas paulistas. As condições climáticas, além de interromperem a colheita, levaram com que unidades paralisassem suas atividades de produção. O cenário não foi totalmente diferente para a Abengoa Bioenergia Brasil, que possui duas usinas no estado de São Paulo.

Segundo o diretor da companhia, Rogério Ribeiro Abreu dos Santos, foi possível manter a produção por meio do estoque de matéria-prima – que agora já foi totalmente utilizado. A colheita de cana-de-açúcar nas unidades São Luiz, em Pirassununga, e São João, em São João da Boa Vista, foi interrompida por praticamente duas semanas.

Apesar das chuvas, a empresa reafirmou seu otimismo para temporada. Além disso, revisou suas metas para moagem e para produção de açúcar, etanol e energia elétrica na safra 2016/17.

As chuvas registradas em maio e junho foram severas para muitas usinas paulistas. As condições climáticas, além de interromperem a colheita, levaram com que unidades paralisassem suas atividades de produção. O cenário não foi totalmente diferente para a Abengoa Bioenergia Brasil, que possui duas usinas no estado de São Paulo.

Segundo o diretor da companhia, Rogério Ribeiro Abreu dos Santos, foi possível manter a produção por meio do estoque de matéria-prima – que agora já foi totalmente utilizado. Já a colheita de cana-de-açúcar nas unidades São Luiz, em Pirassununga, e São João, em São João da Boa Vista, foi interrompida durante a última semana de maio e a primeira de junho.

Segundo informado pela companhia ao NovaCana, a exemplo de outras companhias paulistas, a Abengoa já retomou a colheita.

Perspectivas de moagem e resultados

Apesar das chuvas, a empresa reafirmou seu otimismo para temporada. Em abril, a Abengoa afirmou que pretendia moer 5,86 milhões de toneladas de cana na safra 2016/17. Apesar das chuvas, esse número foi recentemente corrigido pela empresa para 6,21 milhões de toneladas, um aumento de 5,9% em relação à estimativa anterior e de 6,3% na comparação com as 5,84 milhões toneladas registradas na safra 2015/16.

A princípio, dentro da nova meta para 2016/17, 3.107.911 toneladas de cana-de-açúcar seriam oriundas da unidade São Luiz e 3.104.014 toneladas viriam da unidade São João.

No mês de maio, a usina São Luiz foi responsável pela moagem de 323,75 mil toneladas de cana, produzindo 21,47 mil toneladas de açúcar e 8,28 milhões de litros de etanol, além de cogerar 28.211 MWh. Já a unidade São João moeu 282,66 mil toneladas de cana, produzindo 21,1 mil toneladas de açúcar e 7,89 milhões de litros de etanol, com cogeração de 25.415 MWh.

Estimativas de produção para 2016/17

Além disso, a Abengoa também revisou suas metas para produção de açúcar, etanol e energia elétrica. Com relação ao açúcar, a produção prevista é de 427,4 mil toneladas – dessas, 203,3 mil toneladas da São Luiz e 224,1 da São João. O número, contudo, é 11,8% inferior às 485 mil toneladas de açúcar anunciadas em abril.

Com a revisão, fica clara a aposta da empresa em etanol, uma vez que a perspectiva de produção cresceu 19% em relação aos 170 milhões de litros previstos anteriormente. A nova perspectiva é de uma produção de 202,47 milhões de litros – 94,23 milhões vindos da São Luiz e 108,24 milhões da São João.

Por sua vez, a estimativa de cogeração cresceu 10,1%, indo de 557 GWh de energia para 617,41 GWh. Desse montante, a unidade São Luiz seria responsável por 359,51 GWh e a unidade São João por 257,9 GWh.

Relacionamento com fornecedores

Atualmente, a Abengoa trabalha com 65% de cana de parceiros e 35% de fornecedores. A companhia, que enfrenta problemas financeiros e passa por um processo de reestruturação interna, afirma que os acertos financeiros da safra 2015/16 estão sendo discutidos com cada fornecedor e que a expectativa é que essas questões estejam liquidadas até 2017.

“O relacionamento com os fornecedores e parceiros está muito bom. Quase todos aceitaram nossas condições propostas para essa safra, que está permitindo a operação normal nas duas unidades”, complementa Abreu dos Santos.

Renata Bossle – NovaCana

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