Açúcar: Mercado

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[Açúcar Update] Chuva no Brasil deve dar suporte aos futuros na semana


Agência Estado - Publicado: 14 Dez 2015 - 09:48

A previsão de chuvas mais intensas para áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil deve dar suporte aos futuros de açúcar demerara nesta semana na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Na sexta-feira, os contratos respeitaram o importante suporte psicológico de 14,50 cents por libra-peso, o que também é considerado construtivo pelo mercado.

Em boletim, a Climatempo aponta para precipitações de 100 mm em São Paulo neste início de semana, acumulado que supera o de 70 mm observado na anterior. Espera-se um padrão climático semelhante nos Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná. Já em Minas Gerais e Goiás as chuvas serão mais fracas.

Os temores, novamente, são de que essa umidade excessiva prejudique ainda mais os trabalhos de conclusão da safra 2015/16 no Centro-Sul. Na semana passada, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) informou que apenas 47 unidades conseguiram encerrar a temporada ao final de novembro, contra 137 em igual período de 2014.

As chuvas são decorrentes do El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico. E participantes consideram que o fenômeno continuará forte. Conforme o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Marcelo Intini, o El Niño se assevera e tende a ficar ainda mais crítico nas próximas semanas. "Uma melhora do El Niño é esperada só para meados de março ou abril", previu ele na sexta-feira.

Do lado gráfico, o mercado atenta para o fato de os 14,50 cents/lb ainda se manterem firmes. Espera-se que as cotações oscilem entre esse piso e a resistência de 15 cents/lb, uma vez que para além disso há considerável retração na demanda.

Março subiu 3 pontos (0,21%) e fechou a sexta-feira em 14,58 cents/lb, com máxima de 14,72 cents/lb (mais 27 pontos) e mínima de 14,51 cents/lb (menos 4 pontos). Maio avançou 4 pontos (0,28%) e terminou em 14,22 cents/lb. Na semana, acumularam desvalorizações de 5,81% (menos 90 pontos) e de 5,32% (menos 80 pontos), respectivamente.

O spread março/maio, que iniciara a semana passada em 46 pontos, fechou sexta em 36 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

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E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos e especuladores elevaram o saldo comprado em açúcar em 5.424 lotes na semana encerrada em 8 de novembro. A posição passou de 212.384 para 217.808 lotes. Muitos analistas esperavam um corte nesse posicionamento. Em razão disso, não se descarta uma liquidação mais forte nesta segunda-feira, fazendo frente ao suporte dado pelo clima no Brasil.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 80,19/saca, alta 0,43% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 20,74/saca (-1,14%).

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