Açúcar: Exportação

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[Açúcar Update] Chuva no Brasil diminui e NY tem espaço para correção dos futuros do açúcar


Agência Estado - Publicado: 08 Jun 2016 - 10:04

Os futuros do açúcar demerara voltaram a fechar em alta ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), ainda sustentados por chuvas no Centro-Sul do Brasil. Para o pregão de hoje, a tendência é de que os contratos passem finalmente por uma correção, após acumularem ganhos de 10% só em junho.

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"A tendência é de que pare de chover até o fim de semana e tenhamos um período mais seco e frio", disse ontem ao Broadcast Agro o sócio-diretor da Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho. A trading SCA prevê que em São Paulo a chuva persistirá no norte do Vale do Paraíba, mas com menos intensidade. "Já no sul e oeste do Estado, o tempo começa a ficar firme", acrescentou. Com isso, a expectativa é de que os embarques pelos terminais de Santos (SP) e Paranaguá (PR) voltem a fluir e garantam a oferta da commodity no curto prazo.

Até 1º de junho, a fila de navios nos portos do País alcançava 48 embarcações, ante 29 em período similar do ano passado. O embarque agendado era de 1,87 milhão de toneladas, frente menos de 900 mil toneladas no começo de junho de 2015. Os dados são da agência marítima Williams Brazil, que deve atualizar o levantamento nesta quarta-feira.

Além da diminuição das chuvas, participantes também podem se ater à China. Ontem, um trader disse que se os preços domésticos subirem um pouco mais o governo local poderá liberar os estoques, reduzindo a necessidade de importação. "Se o governo perceber que o mercado está aquecido, os estoques serão liberados. Esse é um dos fatores baixistas que todos os operadores estão de olho", disse.

Analistas, porém, divergem sobre o tamanho de uma eventual correção. Há quem aposte em um recuo comedido, técnico, já que os fundamentos de longo prazo permanecem positivos, dado o cenário de déficit para este ano. Outros, porém, avaliam que a "sangria" pode ser grande, com fundos e especuladores embolsando lucros e se desfazendo de parte de seu saldo comprado de quase 300 mil lotes.

Ontem, julho subiu 22 pontos (1,17%) e encerrou em 19 cents/lb, com máxima no dia de 19,14 cents/lb (mais 36 pontos) e mínima de 18,26 cents/lb (menos 52 pontos). Outubro avançou 25 pontos (1,32%) e terminou em 19,12 cents/lb. O spread julho/outubro variou de 9 para 12 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela. O dólar ficou em R$ 3,4474 (-1,26%) e, mais uma vez, contribuiu para os ganhos do demerara.

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O fato de os futuros não conseguirem ir além dos 19 cents/lb mostra que a pressão de venda após esse patamar é forte, indicando a necessidade de mais fundamentos construtivos para sustentar uma alta vigorosa.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a terça-feira em R$ 80,21/saca (+0,45%). Em dólar, ficou em US$ 23,26/saca (+1,75%).

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