No acumulado de janeiro a outubro, a China se tornou o principal fornecedor de fertilizantes para o Brasil.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), foram 9,76 milhões de toneladas compradas dos chineses nesse período, tomando a liderança mantida pela Rússia (9,2 milhões de toneladas nesse recorte).
Os números estão no Boletim Insumos de novembro da CNA, que destaca o aumento nas importações de sulfato de amônio (SAM) e de formulações de nitrogenados e fosfatados (NPs) vindas da China. No entanto, a entidade aponta que houve problemas na logística.
“O rápido aumento das importações de fertilizantes chineses em um curto intervalo de tempo resultou em longas filas de navios no Porto de Paranaguá ao longo deste ano, com tempos médios de espera próximos de 60 dias para o desembarque. Esse acúmulo criou um significativo gargalo logístico, pressionando a capacidade operacional do porto e elevando os custos e a demurrage”, destacou a CNA.
Nos dez primeiros meses do ano, o Brasil importou 38,3 milhões de toneladas de fertilizantes, o que representa 4,6% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Além de China e Rússia, Omã e Nigéria se destacaram como fornecedores desses insumos.
O boletim aponta ainda que as movimentações no mercado de fertilizantes têm sido provocadas pela demanda para a segunda safra. A entidade fez uma análise sobre o cenário dos principais produtos de nutrição vegetal:
No balanço geral do ano, a expectativa é de haja um volume recorde de aquisição de fertilizantes. O Rio Grande do Sul deve pesar no resultado, já que houve atrasos nas compras dos produtores gaúchos.
Ainda conforme o boletim, em 2026 “a tendência é de que o produtor siga investindo nas lavouras, e o aumento de área combinado à perspectiva de nova safra recorde pode sustentar mais um recorde nas entregas”.