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China amplia importações e aprovações para plantio de culturas transgênicas


Reuters - Publicado: 19 Jan 2024 - 07:38

A China aprovou nesta quinta-feira, 18, variedades adicionais de soja e milho geneticamente modificados para importação e produção. Ao mesmo tempo, expandiu suas áreas de plantio em todo o país, como parte de uma iniciativa para melhorar a segurança alimentar e reduzir as importações.

O Ministério da Agricultura chinês aprovou a produção doméstica de mais seis variedades de milho geneticamente modificado, duas de soja e uma de algodão, além de outras duas de soja com edição genética, segundo um aviso no site do ministério.

As zonas de plantio para a maioria das variedades foram ampliadas de áreas “ecologicamente adequadas” para todo o país, de acordo com o aviso. Anteriormente, algumas variedades de milho eram restritas às áreas produtoras do norte ou do sul.

Para as importações, o ministério aprovou a variedade de soja geneticamente modificada que é resistente a insetos e herbicidas, DBN8002, desenvolvida pela Beijing Dabeinong Technology Group, que estava licenciada para plantio na Argentina desde 2022.

A China também aprovou uma variedade de milho tolerante a herbicida DP202216, da Corteva.

As novas aprovações se estendem por cinco anos, com vigência a partir de 2 de janeiro de 2024.

Como a China é o maior importador mundial de soja e milho, as variedades transgênicas aprovadas pelo país podem ter grandes implicações no tamanho do plantio além de suas fronteiras, disse a analista Even Pay, da Trivium China. “Os agricultores não querem plantar variedades se a China não puder comprá-las”.

Com as empresas chinesas agora autorizadas a desenvolver e vender sementes transgênicas, é provável que Pequim seja muito mais solícita com as aprovações de importação, tornando as sementes transgênicas mais atrativas e criando uma vantagem significativa para as empresas chinesas de sementes no exterior, disse Pay.

A China, o segundo maior produtor de milho do mundo, tem agido com cautela na implementação de tecnologia para organismos geneticamente modificados (OGM), mas está gradualmente abrindo espaço para o cultivo de culturas transgênicas.

Em dezembro, a China emitiu licenças para uma primeira leva de 26 empresas para produzir, distribuir e vender sementes de milho e soja geneticamente modificadas em determinadas províncias, após anos de testes-piloto.

Mei Mei Chu e Liz Lee