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[Opinião] Certificações ESG trazem vantagens competitivas para sucroenergéticas

As certificações socioambientais deixaram de ser apenas instrumentos de conformidade para se tornarem ativos estratégicos do setor sucroenergético

Tereos 3 min de leitura

Por Felipe Mendes*

As certificações socioambientais deixaram de ser apenas instrumentos de conformidade para se tornarem ativos estratégicos do setor sucroenergético. Mais do que atender normas, esses selos passaram a influenciar decisões comerciais, orientar estratégias e fortalecer a governança, ampliando a competitividade das empresas brasileiras em mercados cada vez mais exigentes e regulados.

No campo, metodologias como a FSA-SAI ajudam a elevar a previsibilidade operacional e monitorar indicadores ambientais, sociais e de gestão. Com critérios objetivos e mensuráveis, reduzem diferenças entre propriedades, aumentam a previsibilidade das operações e impulsionam a evolução contínua. Esse movimento contribui para uma cadeia mais preparada, capaz de atender mercados que demandam comprovação consistente de boas práticas e origem responsável.

Na indústria, certificações como Bonsucro, ISCC EU, ISCC Corsia e Carb se consolidaram como requisitos para o acesso aos principais mercados internacionais. Além de assegurar rastreabilidade, conformidade regulatória e redução de emissões, funcionam como habilitadores comerciais para cana-de-açúcar e seus produtos.

Esse avanço acompanha a transição energética global e o aumento da pressão por soluções de baixo carbono. No caso dos biocombustíveis e do combustível sustentável de aviação (SAF), a comprovação de emissões reduzidas se tornou determinante. Mercados regulados, como o europeu e o da Califórnia, dependem dessas validações para garantir a integridade ambiental de suas cadeias de suprimento e o cumprimento de metas climáticas.

Na prática, empresas do setor já começam a sentir os efeitos dessa evolução. Os avanços registrados pela Tereos ilustram bem esse movimento. Na safra 2025/26, a companhia ampliou sua base certificada e diversificou seus selos, alcançando 68,19% da cana processada com certificação de sustentabilidade.

Esse avanço foi impulsionado pela FSA-SAI, que já reúne 26 fornecedores certificados e mais de 3 milhões de toneladas de cana, refletindo ganhos em eficiência, controle e padronização dos processos.

A companhia também possui a cana própria certificada pela Bonsucro e conquistou a certificação ISCC Corsia Low LUC Risk na unidade Mandu, em Guaíra (SP), o que reforça a produção de etanol com baixo risco de emissões de gases de efeito estufa associadas à mudança indireta do uso da terra.

Em um ambiente de negócios cada vez mais orientado por critérios ESG, certificações deixaram de representar um diferencial para se consolidarem como infraestrutura de competitividade. São elas que conectam sustentabilidade, credibilidade e acesso aos mercados que definirão o futuro do setor.

* Felipe Mendes é diretor de sustentabilidade, novos negócios e relações institucionais da Tereos e um dos palestrantes com presença confirmada na Conferência NovaCana 2026. Clique aqui para acessar a programação do evento.


Textos opinativos não necessariamente traduzem o posicionamento do NovaCana. A publicação visa estimular o debate e proporcionar uma variedade de pontos de vista para os leitores.

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