Milho e cana-de-açúcar podem se complementar, resultando na fabricação de etanol durante quase o ano todo
Não é novidade que o etanol fabricado a partir do milho está em plena expansão no Brasil. No acumulado da safra 2023/24 até a segunda quinzena de fevereiro foram produzidos 5,7 bilhões de litros do renovável a partir do grão, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica).
Com uma matéria-prima barata e a abertura de novos mercados com os coprodutos, há cada vez mais investimentos surgindo para usinas que processam o milho. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) prevê que a produção poderá alcançar 10 bilhões de litros em 2030, o que representaria mais de 20% do mercado brasileiro do biocombustível.
Mas, além dos parques industriais dedicados apenas ao grão, chamados de full ou stand-alone, também há uma oportunidade para as plantas que já fabricam o biocombustível a partir da cana-de-açúcar. A integração das duas matérias-primas ficou conhecida como “flex”.
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