Os preços dos etanóis seguem em alta no mercado paulista e em outros importantes estados produtores neste final de outubro. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o movimento está relacionado à combinação de oferta reduzida, diante das dificuldades no avanço da moagem de cana-de-açúcar, e demanda aquecida.
Entre 19 e 23 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq para o estado de São Paulo do etanol hidratado foi de R$ 2,74 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 1,9% frente à média do período anterior.
Para o etanol anidro, o Indicador Cepea/Esalq fechou a R$ 3,395 por litro na média semanal, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), com avanço de 10,1% no mesmo comparativo.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as chuvas acima da média para o período têm dificultado o avanço da moagem da safra 2026/27. Diante desse cenário, agentes projetam atraso no calendário da temporada, com volume expressivo de cana bisada a ser moída somente no próximo ano.
Do lado da demanda, distribuidoras têm adquirido volumes adicionais para atender à procura aquecida, em razão da boa paridade de preços nas bombas (gasolina C x etanol) e da preocupação com a oferta nos próximos meses.
Segundo o centro de pesquisas, na parcial de outubro, o volume total de etanol hidratado vendido pelas usinas já supera o de setembro deste ano e deve ser o maior do ciclo 2026/27, por volta de 350 milhões de litros.
No caso do etanol anidro, devido às condições climáticas, agentes mostram preocupação quanto ao volume a ser entregue dentro da obrigatoriedade dos contratos. O excesso de precipitações compromete o acúmulo de açúcar, reduzindo o teor de Açúcar Total Recuperável (ATR) e a qualidade da matéria-prima.
Com informações adicionais NovaCana