Etanol: Mercado

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CBios sobem 2,5% na segunda quinzena de fevereiro e voltam a ultrapassar R$ 100

Usinas certificadas no RenovaBio também registraram um maior número de emissões, com 1,8 milhão de títulos entrando no mercado


NovaCana - Publicado: 02 Mar 2023 - 10:46 | Atualizado: 02 Mar 2023 - 13:47

Mesmo em plena entressafra, as usinas certificadas no RenovaBio continuam comercializando etanol e, desta forma, gerando créditos de descarbonização (CBios). Na segunda quinzena de fevereiro foram escriturados 1,8 milhão de títulos, alta de 51,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Contabilizando todos os papéis emitidos desde o começo de 2022, 37,02 milhões de CBios já foram colocados em circulação. O montante ultrapassa em 2,9% a meta oficial de 2022 de 35,98 milhões de créditos, que deverá ser comprovada até setembro deste ano, de acordo com decreto do Ministério de Minas e Energia (MME).

Os números fazem parte do acompanhamento do mercado de créditos realizado pela Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do programa.

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As obrigações de 2023, que somam 37,47 milhões de CBios, deverão ser entregues até março do próximo ano.

Considerando também estoques de anos anteriores, o total de créditos disponibilizados ao mercado sobe para 57,88 milhões, o que ultrapassaria a meta anual de 2022 em 60,9%.

Desde o início do RenovaBio até o momento, o total de CBios já chega a 86,4 milhões de créditos.

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Por sua vez, as emissões de 2023 somam 5,79 milhões de CBios, alta de 40,7% ante os 4,12 milhões de um ano antes.

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Preços em alta

Os preços dos CBios mantiveram a tendência de alta na segunda quinzena de fevereiro. No período, o valor dos títulos oscilou entre R$ 95 e R$ 103, com a maior cifra registrada no dia 23 e a menor no dia 28.

Desde a implantação das negociações, em junho de 2020, os CBios foram vendidos entre R$ 15 e R$ 209,50.

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De acordo com cálculos realizados pelo NovaCana a partir de dados da B3, os papéis foram negociados, em média, a R$ 100,36 na quinzena. O valor está 2,5% acima do visto na primeira quinzena de fevereiro, de R$ 97,92.

Esta é a primeira vez desde novembro que o preço médio quinzenal ultrapassa a marca de R$ 100 por CBio.

Além disso, o valor atual está 35,4% acima da média histórica do programa, de R$ 74,12. Entretanto, ele é 10,1% inferior à média de 2022, de R$ 111,63.

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De acordo com a B3, 2,09 milhões de CBios foram negociados entre 16 e 28 de fevereiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram negociados 2,63 milhões de créditos, houve uma retração de 25,5%.

“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a entidade.

Posse e aposentadoria

No dia 1º de março, a B3 iniciou a sessão com 26,61 milhões de títulos em circulação. Do total, 66,5%, ou 17,7 milhões, estavam em posse das distribuidoras com metas a cumprir. Já 8,07 milhões pertenciam às usinas certificadas, 30,3% do montante. Por fim, 845,41 mil títulos estavam com investidores sem metas (3,2%).

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Nos dois primeiros meses do ano, 4,04 milhões de CBios foram aposentados, com apenas 18,72 mil saindo de circulação na última quinzena. No acumulado desde 1º de janeiro de 2022, por sua vez, o volume chega a 20,86 milhões.

Assim, o equivalente a 58% da meta de 2022 foi realmente atingido até o momento.

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Como a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos é possível que uma parte deste volume seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa. Ainda que esteja previsto que a retirada de títulos feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possa ser deduzida dos objetivos finais do RenovaBio, as aposentadorias de 2022 devem ser contabilizadas em 2023.

De acordo com a ANP, 317 unidades participam do RenovaBio atualmente. Destas, três fabricam biometano e outras 32, biodiesel.

Dentre as 282 usinas de etanol certificadas, 271 utilizam apenas a cana-de-açúcar como matéria-prima; seis processam cana e milho; quatro, apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.

Giully Regina – NovaCana


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