Os preços dos créditos de descarbonização (CBios) vinculados ao programa RenovaBio passaram por uma nova baixa. Na primeira quinzena de maio, os títulos foram negociados por, em média, R$ 95,55, retração de 1,5% em relação à segunda metade de abril.
Embora o valor esteja 8,2% abaixo da média de 2024, de R$ 104,11, ele ainda está 7% acima da média histórica do programa, de R$ 89,34.
Os números são resultados de cálculos realizados pelo NovaCana a partir dos dados da Bolsa de Valores Brasileira (B3), única entidade registradora do programa.

Na quinzena, os CBios foram comercializados entre R$ 98,50 e R$ 93,80. O maior valor foi registrado no dia 2, enquanto o menor foi visto no dia 15.
Ainda conforme a B3, 1,69 mil negociações foram registradas na quinzena, movimentando 2,94 milhões de créditos.

“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.
No dia 15 de maio, a B3 fechou a sessão com 20,34 milhões de créditos em circulação. Do total, 51,5%, ou 10,47 milhões de títulos, estavam em posse das usinas certificadas no programa.
Já as distribuidoras com metas a cumprir detinham 9,17 milhões de créditos, o equivalente a 45,1% do montante. Por fim, os 693,99 mil créditos restantes (3,4%) estavam com investidores sem metas – dentro desse montante, 15,3 mil CBios estavam em posse de instituições financeiras.

Com isso, os CBios atualmente em circulação seriam suficientes para alcançar 52,4% da meta estipulada para o RenovaBio em 2024, de 38,78 milhões de créditos. O volume precisa ser entregue até 31 de dezembro deste ano.
Considerando também os 2,3 milhões de CBios aposentados antecipadamente pelas distribuidoras, conforme informado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o total passa a ser de 22,64 milhões de CBios, ou 58,4% do objetivo.
Na primeira quinzena de maio, 183,72 mil créditos foram aposentados, um expressivo aumento de 149,3% em comparação com os 73,68 mil vistos no mesmo período de 2023.
Desde o início de abril até agora, 2,09 milhões de CBios foram retirados de circulação, totalizando 5,4% da meta estipulada para 2024.

Assim, considerando os CBios em circulação, as aposentadorias antecipadas e os créditos que foram retirados de circulação desde abril, o total chega a 24,73 milhões de títulos, ou 63,8% da meta anual.
De acordo com a B3, única entidade registradora do RenovaBio, a mais recente aposentadoria realizada por partes não obrigadas aconteceu em novembro de 2023. Na ocasião, apenas dez títulos foram retirados de circulação.
Desde o começo de abril até agora, as unidades produtoras já emitiram 4,57 milhões de créditos.

De acordo com a ANP, 326 usinas possuem certificações do RenovaBio aprovadas no momento. Destas, três fabricam biometano e outras 38, biodiesel.
Dentre as 285 usinas de etanol certificadas, 272 utilizam apenas a cana-de-açúcar como matéria-prima; cinco processam cana e milho; sete apenas milho; e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.
Ao longo de 2024, elas já escrituraram 15 milhões de CBios.

Por sua vez, do início do programa, em 2020, até agora, 131,22 milhões de créditos foram emitidos pelas usinas.

Giully Regina – NovaCana
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