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Carros elétricos devem levar mais dez anos para terem relevância, diz CEO da Evolua

Visão de Pedro Paranhos considera que os combustíveis líquidos ainda terão vida longa, com mais de 30% dele vindo do milho


NovaCana - Publicado: 01 Out 2024 - 17:02 | Atualizado: 03 Out 2024 - 10:07
Carros elétricos devem levar mais dez anos para terem relevância, diz CEO da Evolua

Pedro Paranhos apresenta suas perspectivas para o futuro do etanol

Em participação na décima edição do Teco Latin America, evento voltado para a cadeia produtiva de etanol de cereais, o CEO da Evolua, Pedro Paranhos, falou sobre o avanço da frota de veículos híbridos e elétricos.

“Atingimos, em 2023, 42 milhões de veículos. Só conseguimos uma frota de 90% de veículos flex porque há 20 anos ocorreu grande parte das vendas. Considerando isso, essa transição para elétricos ou híbridos vai levar pelo menos uma década para ter efeitos relevantes”, apontou ele nesta terça-feira, 1º, em São Paulo (SP).

O executivo acrescenta que a frota que irá consumir combustíveis líquidos daqui em diante seguirá relevante, pelo menos nos próximos dez anos – ainda mais considerando os híbridos

Paranhos descreve que, considerando a oferta de etanol, uma parcela de 36% deverá ser de etanol de milho na temporada 2034/35, algo em torno de 16 a 18 bilhões de litros. Já o etanol de cana deve ficar entre 31 e 33 bilhões no mesmo comparativo, também com um crescimento, mas menos evidente que o do grão.

Com isso, no total, seriam 50 bilhões de litros de etanol ofertados em 3034/35. A maior parte, de 34 bilhões de litros, seria de hidratado e 16 bilhões de litros seriam de anidro.

“Um dos desafios é o aumento de competitividade em estados em que a relação [entre o preço do etanol e o da gasolina] é superior a 70%, para absorção dessa oferta. Conseguimos contato com a demanda brasileira, mas não tanto um mercado externo”, completa.

Paranhos ainda questiona quem deve “pagar a conta” da transição energética. “As pessoas fazem o cálculo puramente econômico. Esperamos que o consumidor tenha cada vez mais consciência, mas não vemos esse despertar. Por outro lado, no viés econômico, as montadoras estão investindo na melhoria da relação de consumo entre etanol e gasolina”, detalha.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
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