As captações de renda fixa no exterior somaram US$ 17,2 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a 86% de todo o volume captado em 2024 inteiro, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Este foi o maior volume semestral desde 2014.
Se incluir as emissões feitas em julho, o volume já ultrapassa o de 2024, destacou o presidente do fórum de estruturação de mercado de capitais da Anbima, Guilherme Maranhão.
De acordo com ele, foram 20 captações externas no primeiro semestre. Além do Tesouro, nomes como Raízen, Caixa Econômica Federal, BV, FS Bioenergia e Gerdau fizeram ofertas fora do país neste ano.
“Mesmo com alguns ruídos, como tarifaço, as companhias brasileiras captaram lá fora”, disse Maranhão. Por conta das tarifas anunciadas por Donald Trump, como no começo de abril, o mercado ficou fechado por algum tempo, mas acabou reabrindo.