Leandro Amaral, diretor de marketing da Syngenta, conta que a semente de cana artificial Plene Emeradl já está em sua segunda safra de testes nos campos da Syngenta, em Holambra e Itápolis. O primeiro plantio aconteceu em maio de 2016 e a colheita será agora em junho. O segundo plantio foi de janeiro a abril de 2017 e, baseado nos dados do primeiro plantio, foi possível aperfeiçoar as práticas, com isso, o segundo plantio de Plene Emerald apresentou três vezes mais germinação e quantidade de perfilhos.
O próximo passo, segundo Amaral, é consolidar os dados dessa primeira safra e apresenta-los para usinas parceiras, promover uma discussão técnica para aprimorar a tecnologia no campo. "Estamos confiantes e animados com os resultados até o momento, o canavial formado pelo Emerald é bastante vigoroso, com garantia genética e sanidade. Houve excelente germinação e as soqueiras apresentam grande perfilhamento. Mas sabemos que há muito diferença entre os campos de testes e a realidade dos canaviais, por isso, em parceria com usinas, no começo de 2018 serão plantados 10 campos com Emerald em diferentes ambientes."
O objetivo da empresa é, junto com as usinas, chegar a um protocolo padrão sobre o cultivo da semente artificial. "Com base no conhecimento obtido, saberemos quais as práticas agrícolas corretas devem ser adotadas para o melhor desempenho do Emerald, como preparo de solo, adubação, profundidade do sulco", diz Amaral, salientando que no ponto de vista conceitual, essa nova tecnologia será bem parecida com a de plantar grãos. Então, o setor vai precisar aprender a como lidar com ela. "Será preciso rever várias práticas agrícolas, preparo de solo, curva de crescimento vegetativo, correção de solo, adubação, tipo de sulco, é importante que o setor se adapte a essas mudanças."