Rendimento por hectare e valor médio pago pela cana diminuíram na comparação com 2017
Independente dos fatores que compõem o custo de produção da cana-de-açúcar, há um consenso de que ele vem aumentando nos últimos anos. Um estudo do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege) mostra que o custo médio de produção da cana, na safra 2018/19, foi de R$ 103,80 por tonelada.
Levando em conta todos os estágios produtivos e seus indicadores, bem como a exaustão da lavoura, o estudo afirma que o custo para os fornecedores na safra estudada ficou entre R$ 83/t e R$ 125/t, demonstrando a amplitude que acompanha a eficiência econômica da produção de cana no país.
Com dados específicos sobre o custo de produção, é importante para o produtor entender o quanto seu canavial está rendendo, sabendo, assim, se está fazendo um bom uso da terra, se os gastos compensam e se sua produção está garantindo o retorno financeiro esperado.
Para isso, o NovaCana analisou o valor pago pela tonelada de cana em cada município em 2018 e os hectares de área colhida divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), extraindo quanto foi pago por cada hectare em todas as cidades produtoras de cana do Brasil.
Na média nacional, os canaviais renderam R$ 5.202 por hectare em 2018, 2,27% a menos do que no ano anterior. Na análise mais recente, o valor médio pago pela tonelada de cana foi de R$ 70, frente aos R$ 71/t de 2017. As quedas nas médias podem indicar menor produtividade e qualidade do produto entre os dois anos.
Por outro lado, o Rio Grande do Norte se destacou pelo maior valor pago por hectare plantado em 2018, ficando acima do registrado pelo Maranhão, que liderou o ranking em 2017.
Já especificamente em relação às cidades produtoras, a mineira Uberlândia encabeça a lista dos canaviais mais valiosos em 2018.
Para saber mais detalhes dos principais estados e cidades produtores de cana-de-açúcar, e conhecer os canaviais mais valiosos de 2018, acesse a matéria completa, restrita para assinantes.
Independente dos fatores que compõem o custo de produção da cana-de-açúcar, há um consenso de que ele vem aumentando nos últimos anos. Um estudo do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege) mostra que o custo médio de produção da cana, na safra 2018/19, foi de R$ 103,80 por tonelada.
Levando em conta todos os estágios produtivos e seus indicadores, bem como a exaustão da lavoura, o estudo afirma o custo para os fornecedores na safra estudada ficou entre R$ 83/t e R$ 125/t, demonstrando a amplitude que acompanha a eficiência econômica da produção de cana no país.
Com dados específicos sobre o custo de produção, é importante para o produtor entender o quanto seu canavial está rendendo, sabendo, assim, se está fazendo um bom uso da terra, se os gastos compensam e se sua produção está garantindo o retorno financeiro esperado.
Para isso, o NovaCana analisou o valor pago pela tonelada de cana em cada município em 2018 e os hectares de área colhida divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), extraindo quanto foi pago por cada hectare em todas as cidades produtoras de cana do Brasil.
Na média nacional, os canaviais renderam R$ 5.202 por hectare em 2018, 2,27% a menos do que no ano anterior. Na análise mais recente, o valor médio pago pela tonelada de cana foi de R$ 70, frente aos R$ 71/t de 2017. As quedas nas médias podem indicar menor produtividade e qualidade do produto entre os dois anos.
Os dados do IBGE referem-se ao período de janeiro a dezembro de 2018 e englobam a cana vendida para todos os fins, não somente para a produção de açúcar e etanol.
Evolução nos estados
Dentre os estados que produziram mais de 2 milhões de toneladas de cana em 2018, o Rio Grande do Norte se destacou pelo maior valor pago por hectare plantado: R$ 8.622. Em terceiro lugar no ano anterior, com R$ 6.294/ha, a variação foi de 37%.
Na comparação com a média de todos os estados que produziram cana em 2018, R$ 5.202/ha, o valor registrado pelo estado norte-rio-grandense é 65,74% maior. Já em relação apenas aos estados que produziram mais de 2 milhões de toneladas de cana em 2018, seu valor chega a ser 76,35% maior.

O estado fica em 11º lugar no ranking dos maiores produtores do ano, tendo moído 3,86 milhões de toneladas em 64,2 mil hectares. É o alto valor pago pela cana, R$ 144 por tonelada, que destaca seu canavial.
Maranhão, que ocupava a primeira posição em 2017, caiu para o oitavo lugar, após a redução de 39,6% no valor do canavial em relação à área, passando de R$ 8.112/ha – o que também indica que o primeiro lugar de 2018 foi maior que o de 2017 – para R$ 4.900/ha.
Já Goiás se manteve em segundo lugar na comparação entre 2017 e 2018, aumentando o valor da sua produção em 1,18%. O estado também é o que possui o canavial mais valioso dentre os cinco que mais produzem cana no país, desde 2013: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Entre eles, inclusive, a geração de receita por hectare variou de forma intensa em 2018, de R$ 4.114/ha a R$ 6.538/ha – distância maior que a observada no ano anterior (R$ 4.400/ha a R$ 6.462/ha).

Nessa lista, é importante destacar a redução do valor do Paraná, que segue em último lugar – R$ 4.400/ha em 2017 contra R$ 4.114/ha em 2018, uma variação de -6,5% –, e de São Paulo, que perdeu posição e ficou em 4º lugar após a redução de 4,89%. Já Minas Gerais e Mato Grosso do Sul subiram na comparação entre os anos.
As 100 cidades com os canaviais mais valiosos
No ranking municipal, entre as 100 cidades com canaviais mais rentáveis, 47 são paulistas (contra 53 em 2017), 23 mineiras e 21 goianas (ambas três a mais que em 2017), três sul-mato-grossenses (mantendo o mesmo número que em 2017) e quatro norte-rio-grandenses (o dobro de 2017). Piauí e Bahia possuem apenas uma cidade na lista.
Para a elaboração do ranking, o NovaCana considerou apenas municípios com produção acima de 300 mil toneladas de cana-de-açúcar em 2018. A relação completa com todos os municípios do Brasil está disponível no NovaCana DATA.

A primeira cidade no ranking de 2018 é Uberlândia (MG), com R$ 20.820/ha. No ano anterior, ela não estava entre as 100 maiores, pois seu canavial tinha registrado o valor de apenas R$ 6.000/ha. Já a que estava na primeira posição em 2017, Coelho Neto (MA), não atingiu as 100 maiores na última análise, pois registrou um valor de canavial de R$ 4.617/ha.
O segundo lugar fica com Santa Juliana (MG), com R$ 11.655/ha, que tampouco aparece na lista do ano anterior, quando apresentou o valor de R$ 5.600/ha. A diferença entre os valores da primeira e segunda posições em 2018 foi 122,87% maior que a de 2017: R$ 9.164/ha contra R$ 4.112/ha.
Na comparação entre os dois anos, 55 cidades se mantiveram no ranking das 100 com os canaviais mais valiosos do país, enquanto as outras 45 mudaram.
Dentre as 20 primeiras, apenas cinco se mantiveram entre os dois anos: Goiatuba (GO), ainda na oitava posição, mas com aumento do valor; Jataí (GO), que caiu da 16ª para a 19ª posição, mesmo que tenha aumentado o valor; Panamá (GO), que teve seu valor reduzido e caiu da décima para a 18ª posição; Rio Verde (GO), que teve um aumento de valor e de posição; e Vicentinópolis (GO), que caiu do sétimo para o 15º lugar devido a uma redução no valor.
Considerando que, das cinco cidades, quatro caíram de posição e uma manteve, mas apenas duas diminuíram o valor, é possível concluir que as outras cidades que figuram entre as 20 com os canaviais mais valiosos em 2018 registraram bons valores e/ou aumentos consideráveis entre os dois anos.

Como as cinco que se mantiveram entre dois anos demonstram, o estado que possui a maior quantidade de cidades dentre as 20 com os canaviais mais valiosos é Goiás (7), seguido de São Paulo (6), Minas Gerais (5) - que lidera o ranking - e Rio Grande do Norte (2).
Já dentre as cidades que mais produziram cana em 2018 – Quirinópolis (GO), Rio Brilhante (MS), Uberaba (MG), Morro Agudo (SP) e Nova Alvorada do Sul (MS) – o rendimento dos canaviais variou entre R$5.948/ha e R$ 4.501/ha, valores menores que os do ano anterior.

O ranking completo de estados e municípios está disponível no NovaCana DATA. A planilha inclui a evolução dos índices ao longo dos anos em gráficos interativos.
Rafaella Coury – NovaCana