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Canaplan prevê recuperação lenta do setor nos próximos anos

cana colheita 010414“2015 será um ano de maior sofrimento comparado a 2014”

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Em um evento realizado na semana passada em Ribeirão Preto, no interior paulista, a Canaplan fez uma série de avaliações sobre a safra atual, a qual considera “trágica”, e apresentou dados que reforçam a premissa de que o setor deverá passar por um período de recuperação mais lento.

Na avaliação da consultoria, a safra 2015/16 deverá ser ainda pior que a atual, ante um cenário mais complexo e desanimador.

Confira os detalhes da opinião da consultoria para a safra 15/16 e para os próximos anos.

Em um evento realizado na semana passada em Ribeirão Preto, no interior paulista, a Canaplan fez uma série de avaliações sobre a safra atual, a qual considera “trágica”, e apresentou dados que reforçam a premissa de que o setor deverá passar por um período de recuperação mais lento.

Na avaliação da consultoria, a safra 2015/16 deverá ser ainda pior que a atual, ante um cenário mais complexo e desanimador.

“A safra 2015/16 será menor que a 2014/15, o que por si só define uma possibilidade complexa, que vai depender muito da questão da renda e esta, por sua vez, dependerá de políticas públicas”, avalia Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

“O que virou o jogo foi uma política pública negativa, e espera-se que ela possa vir a corrigir [o problema]”, explica.

A produção de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) em 2015/16 também será menor que a registrada na safra atual (veja o gráfico abaixo), ficando abaixo de 70 milhões de toneladas.

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“2015 será um ano de maior sofrimento comparado a 2014”, alerta.

Recuperação lenta

O executivo da Canaplan prevê uma lenta recuperação para o setor, a qual poderá vir a partir de 2016, caso haja uma melhora na renda das usinas. Contudo, a perspectiva de melhora dependerá de políticas públicas, como a volta da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e o descongelamento dos preços da gasolina, bem como de uma recuperação nas cotações do açúcar.

Um modelo de análise elaborado pela consultoria revela que a tendência é de retenção em relação ao endividamento, suporte financeiro, renda e mecanização das usinas.

O modelo mostra ainda que os chamados “ventos de retenção” – fatores negativos que podem travar o crescimento da indústria – são maiores que os “ventos de impulso”, o que tornará a recuperação das sucroalcooleiras mais lenta.

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Segundo Carvalho, estes quatro fatores – ou ventos de retenção - “vão segurar o nosso voo, de forma que a nossa recuperação será mais lenta”.

Hoje a renda das usinas é influenciada por diferentes fatores, entre eles, custos de produção cada vez maiores e estoques de açúcar elevados no mercado internacional, o que faz com que haja um “teto” para o preço do etanol.

“Na concepção humana, teto é algo que todos querem para proteção. Teto, nesse governo que está aí, é o contrário para nós, é um massacre. O teto vem para baixo e nos pressiona, tira a nossa renda”, lamenta Carvalho.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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