Etanol: Mercado: Regulação

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Canaplan: Medidas para setor sucroalcooleiro são de curto prazo


Agência Estado - Publicado: 23 Abr 2013 - 13:45 | Atualizado: 30 Nov -0001 - 21:00
O sócio-diretor da consultoria Canaplan, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, avaliou que as medidas de apoio anunciadas nesta segunda-feira pelo governo para o setor sucroalcooleiro são de curto prazo, e não devem estimular investimentos significativos da indústria. 'Com as medidas, essa será uma safra mais alcooleira. Atende a uma necessidade do governo de uma redução de importação de gasolina. Mas é uma visão de curto prazo', disse em entrevista à Agência Estado.

Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciaram crédito de PIS/Cofins que, na prática, zera o tributo para o setor, além de duas linhas de crédito, uma para renovação de canaviais e outra para estocagem. Carvalho lembrou que o setor está endividado, o que poderá limitar a demanda pelo financiamento. 'São medidas de curto prazo, paliativas, que podem até em teoria dar uma maior competitividade, de até 10 centavos por litro, mas o etanol continua pressionado pelos preços da gasolina', afirmou.

Para o executivo, a medida que poderia devolver a competitividade do setor frente à gasolina e estimular os investimentos seria a volta da cobrança da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina. Para Carvalho, o imposto 'permitia a competição na bomba'. 'Mesmo com o congelamento do preço da gasolina, o etanol seguia competitivo', disse. A Cide foi criada em 2002 e zerada em junho de 2012. O governo suprimiu o imposto no momento em que reajustou o preço da gasolina, evitando que o combustível ficasse mais caro para o consumidor.