O volume representa queda de 9,5% sobre o processado na safra passadaAs usinas e destilarias do Centro-Sul do Brasil devem processar 540 milhões de toneladas na safra 2014/15, de acordo com a primeira estimativa da Canaplan, divulgada há pouco na primeira reunião da consultoria, em Ribeirão Preto (SP). O volume moído representa uma queda de 9,5% sobre as 596,94 milhões de t processadas na safra passada. O processamento pode variar de 525 milhões de toneladas a 555 milhões de toneladas no ciclo, dependendo do volume de chuva no decorrer do período.
'O principal fator para a queda é a seca do início do ano, já que o clima tem uma influência de 50% na safra. Além disso, há o endividamento grande, a dificuldade de acesso ao crédito, a pressão nos custos, tratos culturais menores, o que leva a uma produtividade menor', disse o sócio-diretor consultoria, Luiz Carlos Corrêa Carvalho. 'A tendência é de redução de oferta de cana e de perda de competitividade', completou.
A produtividade deve ficar em apenas 70 toneladas por hectare. A área cultivada na região permanecerá estável e a colhida crescerá 3,8%, para 7,75 milhões de hectares. A produção de etanol deve variar de 25,57 bilhões de litros, na safra 2013/14, para 23,7 bilhões em 2014/15. Já a produção de açúcar deve sair de 34,29 milhões para 31,8 milhões de toneladas entre as safras, segundo estimativa da consultoria. O mix de destino da matéria prima ficará estável entre os períodos, com 45,2% para o açúcar e 54,8% para o etanol, segundo a Canaplan.
Se confirmadas as previsões, a queda produção de etanol será de 7,3% e a de açúcar deve variar negativamente em 7,26% entre as safras. 'Com uma seca cavalar, as produções de cana, açúcar e etanol serão menores', disse Carvalho. A estiagem e os custos em elevação devem trazer impactos ainda para a safra 2015/16, de acordo com a Canaplan. 'Os dados deste ano são muito ruins para o ano que vem. Se preocupem com o fundo do poço, porque o poço é fundo e em 2015/16, se não houver chuva salvadora, vamos cavar o buraco ainda mais', completou ele.
Ainda segundo dados apresentados pelo consultor, 58 usinas devem fechar até o final do ano no ciclo de crise do setor iniciado em 2008, sendo 10 delas em 2014. No mesmo período, 80 foram abertas, frutos de investimentos feitos até 2007.
'O principal fator para a queda é a seca do início do ano, já que o clima tem uma influência de 50% na safra. Além disso, há o endividamento grande, a dificuldade de acesso ao crédito, a pressão nos custos, tratos culturais menores, o que leva a uma produtividade menor', disse o sócio-diretor consultoria, Luiz Carlos Corrêa Carvalho. 'A tendência é de redução de oferta de cana e de perda de competitividade', completou.
A produtividade deve ficar em apenas 70 toneladas por hectare. A área cultivada na região permanecerá estável e a colhida crescerá 3,8%, para 7,75 milhões de hectares. A produção de etanol deve variar de 25,57 bilhões de litros, na safra 2013/14, para 23,7 bilhões em 2014/15. Já a produção de açúcar deve sair de 34,29 milhões para 31,8 milhões de toneladas entre as safras, segundo estimativa da consultoria. O mix de destino da matéria prima ficará estável entre os períodos, com 45,2% para o açúcar e 54,8% para o etanol, segundo a Canaplan.
Se confirmadas as previsões, a queda produção de etanol será de 7,3% e a de açúcar deve variar negativamente em 7,26% entre as safras. 'Com uma seca cavalar, as produções de cana, açúcar e etanol serão menores', disse Carvalho. A estiagem e os custos em elevação devem trazer impactos ainda para a safra 2015/16, de acordo com a Canaplan. 'Os dados deste ano são muito ruins para o ano que vem. Se preocupem com o fundo do poço, porque o poço é fundo e em 2015/16, se não houver chuva salvadora, vamos cavar o buraco ainda mais', completou ele.
Ainda segundo dados apresentados pelo consultor, 58 usinas devem fechar até o final do ano no ciclo de crise do setor iniciado em 2008, sendo 10 delas em 2014. No mesmo período, 80 foram abertas, frutos de investimentos feitos até 2007.
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Agência Estado