Em 2009, o Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (Carb) elaborou uma previsão bastante otimista para os produtores brasileiros de cana-de-açúcar. De acordo com as projeções, o etanol importado ocuparia uma parte considerável do consumo de biocombustíveis no estado.
Sete anos depois, no entanto, não se pode mais negar o abismo entre o cenário imaginado pelos analistas e a realidade. A não realização de previsões criadas demonstra um descolamento entre as perspectivas dos analistas, as ambições da indústria local e flutuações do mercado.
E, enquanto as usinas brasileiras de etanol de cana-de-açúcar arcaram com um resultado final inferior às projeções, quem saiu ganhando foram as usinas de etanol de milho do meio-oeste americano. Eles superaram as previsões e continuam a ameaçar o mercado que deveria ter sido ocupado pelo biocombustível de cana-de-açúcar.
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR