Receita líquida recuou 7,2%, para R$ 2,76 bilhões, enquanto o Ebitda caiu 10,1%, na comparação anual
A Camil Alimentos registrou lucro líquido de R$ 41,3 milhões no segundo trimestre de 2026, recuo de 47,5% em relação aos R$ 79 milhões registrados no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando o resultado foi de R$ 28 milhões, houve crescimento de 47,7%.
A receita líquida da companhia somou R$ 2,765 bilhões entre junho e agosto, queda de 7,2% na comparação anual, frente aos R$ 2,980 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando a receita foi de R$ 2,668 bilhões, houve alta de 3,6%.
O lucro bruto alcançou R$ 681,9 milhões, avanço de 1,2% em relação aos R$ 674 milhões registrados um ano antes. A margem bruta passou de 22,6% para 24,7%, aumento de 2,1 pontos percentuais na comparação anual.
O Ebitda, indicador que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, totalizou R$ 225,3 milhões no segundo trimestre, queda de 10,1% ante os R$ 251 milhões registrados no mesmo período de 2025. A margem Ebitda recuou de 8,4% para 8,2%, redução de 0,3 ponto percentual.
As despesas com vendas, gerais e administrativas representaram 19,6% da receita líquida, ante 16,7% no segundo trimestre do ano passado, aumento de 2,9 pontos percentuais. Já o custo dos produtos vendidos caiu 9,7%, de R$ 2,306 bilhões para R$ 2,083 bilhões.
Desempenho operacional
No segmento de alto giro no Brasil, que reúne grãos e açúcar, o volume de vendas somou 335,9 mil toneladas, queda de 4,6% na comparação anual. O preço líquido médio avançou 10%, para R$ 3,89 por quilo. Na comparação trimestral, o volume cresceu 0,8%.
Na divisão de alto valor, que inclui massas, biscoitos, café e pescados, o volume comercializado atingiu 51,6 mil toneladas, alta de 14,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. O preço líquido médio subiu 20%, para R$ 18,75 por quilo.
Nas operações internacionais, que abrangem Uruguai, Chile, Peru, Equador e Paraguai, o volume de vendas recuou 8,3% na comparação anual, para 217,1 mil toneladas. O preço líquido médio caiu 18,3%, para R$ 3,15 por quilo.
Endividamento
A dívida líquida da Camil totalizou R$ 4,083 bilhões no encerramento de agosto de 2026, alta de 17,8% em relação aos R$ 3,466 bilhões registrados em agosto de 2025. Na comparação com maio deste ano, porém, houve redução de 3,1%.
A relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses ficou em 4,7 vezes, ante 4,1 vezes um ano antes. O endividamento total alcançou R$ 5,936 bilhões, crescimento de 10,4% na comparação anual.
Os investimentos (Capex) somaram R$ 53 milhões no segundo trimestre. Segundo a companhia, os aportes voltaram a níveis de manutenção após a conclusão das obras de Cambaí, no quarto trimestre de 2025.
Andressa Simão