O setor sucroenergético vai ter que aguardar mais por uma resposta governamental em relação ao pleito realizado para a taxação das importações de etanol.
Em reunião realizada ontem pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), o assunto chegou a ser colocado em pauta. No entanto, a decisão foi adiada “para aprofundamento das discussões” no Grupo Técnico sobre Alterações Temporárias da Tarifa Externa Comum do Mercosul (GTAT-TEC).
De acordo com o calendário de eventos do Camex, a próxima reunião está programa para o dia 21 de maio. Enquanto algumas pautas foram adiadas para esta próxima reunião, o tema da taxa sobre o etanol não teve a mesma deliberação. Assim, a pauta não deve entrar na próxima reunião e ficar apenas para junho, com a possibilidade de entrar em alguma reunião do Gecex mais a frente ainda.
Dessa maneira, sem uma previsão, a espera por uma decisão sobre o assunto pode se alongar para o mês de junho ou ainda depois.
O etanol importado teve a tarifa zerada em 2013, após um período de dois anos de redução temporária. A medida foi criada para estimular a importação, cujo maior destino é o Nordeste. Os produtores da região, entretanto, defendem a volta da tarifa original de 20%. Por sua vez, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), principal entidade do setor sucroenergético do Centro-Sul, enviou um documento à Camex pedindo uma taxa de 16% para o etanol que não for produzido no Brasil.
Na semana passada, a mobilização das usinas brasileiras para taxar o etanol importado para o Brasil ganhou uma oposição peso-pesado. A maior potência econômica do planeta, os EUA, ameaçaram retaliar o Brasil caso o governo atenda o pedido das usinas de etanol. O país é, justamente, o principal fornecedor do etanol comprado pelo Brasil.
De acordo com o Valor Econômico, os EUA enviaram uma carta a Câmara de Comércio Exterior (Camex), posicionando-se contra o imposto sobre o produto importado.
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