O mercado de açúcar em Nova York continua a reagir ao movimento do câmbio no Brasil, a despeito da redução da estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) para a produção da commodity no Centro-Sul do país e das chuvas que paralisaram a moagem na região no início do mês. Para especialistas, o mercado já "precificou" a menor oferta brasileira, e parte da queda poderá ser compensada por avanços em países como Tailândia.
Na sexta-feira, quando o dólar ficou em R$ 2,1780, os contratos do açúcar com vencimento em março fecharam a 18,93 centavos de dólar por libra-peso em Nova York, 12,4% acima do valor de 22 de agosto (16,83 centavos), quando o dólar atingiu o pico de R$ 2,44. Mas, quando considerado o valor em reais, a variação no período é ínfima (0,81%), segundo cálculos da consultoria FG Agro.
Nesse contexto, os fundos que especulam nos mercados agrícolas começaram a desmontar as posições que apostavam na queda do açúcar já há semanas. Mas sem jogar muitas fichas na alta, uma vez que a safra global deverá registrar superávit de 5 milhões a 6 milhões de toneladas.
Como a produção da safra atual (2013/14) no Brasil está quase toda com preços fixados, a ordem é traçar estratégias de proteção de preço para a produção de 2014/15. Nesse horizonte, o mercado trabalha com um viés "altista" em reais, mas para entregas apenas a partir de outubro.
Fabiana Batista