Dada a crise instaurada pela pandemia de coronavírus, as usinas precisam pensar em alternativas para manter sua rentabilidade. Uma das possibilidades é a exportação de etanol, e um dos melhores mercados disponíveis para o produto é a Califórnia, especialmente porque o governo do estado norte-americano oferece um prêmio por créditos de descarbonização de forma semelhante à proposta pelo RenovaBio.
O Padrão de Combustíveis de Baixa Emissão de Carbono (LCFS), programa desenvolvido pelo Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (Carb), existe há nove anos e, assim como o brasileiro, exige um processo de certificação. Além disso, em 2020, ele está passando por algumas mudanças.
A principal delas é a atualização do sistema de verificação da nota, ferramenta semelhante à RenovaCalc, que passará da versão Greet 2.0 para a Greet 3.0. Outra mudança é a inserção de organismos de verificação para a realização das validações.
Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Carb, das 776 rotas produtivas cadastradas no programa, 89 são do Brasil. Destas, 51 são de etanol de primeira geração, 37 de etanol de melaço e 1 de etanol de segunda geração.
O E2G da usina Bioflex, da GranBio, possui a melhor nota, com suas emissões calculadas em 33,82 gCO2eq/MJ. Na outra ponta, a pior nota é da unidade Tarumã, da Raízen Energia, com emissão de 56,35 gCO2eq/MJ.
Ao contrário do que acontece no RenovaBio, o LCFS contabiliza as emissões de cada processo produtivo e não sua mitigação em comparação com a gasolina. Por isso, quanto menor a nota, melhor.
Confira na versão completa (para assinantes) mais detalhes sobre o funcionamento do programa, as notas das usinas brasileiras cadastradas e as mudanças pelas quais o LCFS está passando.

Veja também gráficos com:
- Volumes estimados de exportação brasileira para Califórnia
- Rotas brasileiras cadastradas no programa californiano
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