Enquanto 188 usinas brasileiras estão autorizadas a exportarem etanol para os EUA, o número de autorizadas para exportar à Califórnia é cerca de 50% menor.Diferente do Brasil, os EUA possuem leis que garantem mais autonomia aos estados. Foi esta relativa liberdade que proporcionou um crescente mercado para o etanol brasileiro, e acabou por intensificar uma disputa envolvendo os biocombustíveis. Está no estado da Califórnia o centro da polêmica que, por enquanto, beneficia as usinas do Brasil.
O maior estado da costa oeste conta com a mais abrangente política do país para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O programa contempla um padrão específico para a utilização de combustíveis, o Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (Low Carbon Fuel Standard – LCFS). O objetivo desta regulação é promover, até 2020, a redução de 10% nas emissões de carbono do transporte californiano em relação aos níveis de 2010. E não é pouca coisa, pois o estado possui a maior frota de veículos dos EUA.
Além disso, a Califórnia tem um histórico de pioneirismo na implantação de políticas para o meio ambiente que acabam sendo replicadas para todo país. Essa importância faz do estado um dos principais alvos das indústrias envolvidas.
As usinas de etanol do Brasil são consideradas uma ameaça, pois o derivado da cana é considerado um biocombustível avançado e também pode entrar na cota para atender aos requisitos nacionais da RFS. Quando importado de acordo com as regras da Califórnia, compete diretamente com o etanol de milho neste importante estado. Aliado a isso, o término da tarifa aplicável ao etanol importado tornou o produto brasileiro ainda mais competitivo.
Contudo, os requisitos californianos são mais exigentes e as dificuldades para os produtores do Brasil acessarem este mercado são consideravelmente maiores.
Enquanto 188 usinas brasileiras estão autorizadas a exportarem etanol para os EUA de modo a suprir os volumes de combustíveis avançados estabelecidos pelo RFS (veja aqui a lista completa), o número de autorizadas para exportar à Califórnia é cerca de 50% menor.
O maior estado da costa oeste conta com a mais abrangente política do país para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O programa contempla um padrão específico para a utilização de combustíveis, o Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono (Low Carbon Fuel Standard – LCFS). O objetivo desta regulação é promover, até 2020, a redução de 10% nas emissões de carbono do transporte californiano em relação aos níveis de 2010. E não é pouca coisa, pois o estado possui a maior frota de veículos dos EUA.
Além disso, a Califórnia tem um histórico de pioneirismo na implantação de políticas para o meio ambiente que acabam sendo replicadas para todo país. Essa importância faz do estado um dos principais alvos das indústrias envolvidas.
Batalhas
Assim como a Agência de Proteção Ambiental (EPA) enfrenta uma batalha entre diversos grupos econômicos, o LCFS também enfrenta o lobby de concorrentes dos combustíveis renováveis. Além das petrolíferas, os produtores do etanol doméstico, feito a partir do milho, combatem determinados aspectos da regulação, preocupados com a perda de espaço considerável para outros competidores, especialmente o biocombustível brasileiro.As usinas de etanol do Brasil são consideradas uma ameaça, pois o derivado da cana é considerado um biocombustível avançado e também pode entrar na cota para atender aos requisitos nacionais da RFS. Quando importado de acordo com as regras da Califórnia, compete diretamente com o etanol de milho neste importante estado. Aliado a isso, o término da tarifa aplicável ao etanol importado tornou o produto brasileiro ainda mais competitivo.
Contudo, os requisitos californianos são mais exigentes e as dificuldades para os produtores do Brasil acessarem este mercado são consideravelmente maiores.
Enquanto 188 usinas brasileiras estão autorizadas a exportarem etanol para os EUA de modo a suprir os volumes de combustíveis avançados estabelecidos pelo RFS (veja aqui a lista completa), o número de autorizadas para exportar à Califórnia é cerca de 50% menor.
Lobby das petrolíferas
A associação que reúne as empresas petrolíferas do oeste norte-americano teria gasto mais de US$ 16 milhões em lobby, enquanto a indústria do petróleo em todo o país já teria ultrapassado os US$ 32 milhões na tentativa de derrubar as regras da LCFS, de acordo com defensores da lei californiana.Sobre a lei californiana
A legislação estadual idealizada durante a gestão do ex-governador Arnold Schwarzenegger, no ano de 2007, e regulamentada em 2009, vai além das quotas nacionais de consumo de combustíveis renováveis. Os ambiciosos padrões fazem os critérios para a comercialização de combustíveis na Califórnia muito mais rígidos do que aqueles já adotados em todo o país através do RFA, a regulação da Agência de Proteção Ambiental (EPA) norte-americana.Amanda SchArr - NovaCana