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Califórnia aprova maior parte das recertificações de CIs de etanol, mas reprova novas inscrições

california ponte de entrada 190815Com atraso de quase um mês, órgão norte-americano liberou análises finais para empresas que reenviaram seus caminhos até 31 de janeiro de 2016

NovaCana 4 min de leitura

As mudanças na regulamentação do Padrão de Combustíveis de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) podem beneficiar os produtores de etanol brasileiros que estão interessados no mercado da Califórnia.

As vantagens são maiores para as usinas que registram intensidades de carbono (CI) mais baixas em seus caminhos de produção. Assim, tornou-se vantajoso para as companhias abandonarem o quanto antes os caminhos-padrão estabelecidos previamente para enviarem seus próprios caminhos. No caso do etanol brasileiro de cana-de-açúcar, a recertificação já prevê uma redução de 46 gCO2/MJ para 11,8 gCO2/MJ no campo ‘uso do solo’.

Contudo, dos 221 pedidos, 113 foram aprovados e 108 foram negados. A maior parte das rejeições aconteceu em pedidos de novos caminhos de produção.

As mudanças na regulamentação do Padrão de Combustíveis de Baixa Emissão de Carbono (LCFS) podem beneficiar os produtores de etanol brasileiros que estão interessados no mercado da Califórnia.

As vantagens são maiores para as usinas que registram intensidades de carbono (CI) mais baixas em seus caminhos de produção. Assim, tornou-se vantajoso para as companhias abandonarem o quanto antes os caminhos-padrão estabelecidos previamente para enviarem seus próprios caminhos.

No entanto, prevendo um grande volume, o Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (Carb) elaborou um calendário onde estava previsto o prazo de 31 de janeiro de 2016 para todos que quisessem uma nova certificação ou até mesmo uma recertificação dentro dos novos cálculos – uma vez que está prevista a redução de 46 gCO2/MJ para 11,8 gCO2/MJ no campo ‘uso do solo’ para o etanol brasileiro de cana-de-açúcar.

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A princípio, o resultado dessas análises seria entregue ao final do primeiro trimestre de 2016, mas o Carb atrasou a entrega em algumas semanas. Agora, resta às empresas aceitarem os números aprovados pelo órgão.

De acordo com comunicado enviado ao mercado, dos 221 pedidos, 113 foram aprovados e 108 foram negados. “Alguns pedidos foram rejeitados sem qualquer prejuízo pelo Carb ou retirados pelos próprios requerentes. Para as rejeições, os requerentes podem enviar novos pedidos mencionando as problemáticas do pedido original, se desejado”, afirma.

Entre as recertificações, a taxa de rejeições foi relativamente baixa. Dos 77 pedidos para caminhos de produção considerados comuns, 64 foram aprovados (83,1%) e 13 rejeitados. Já entre os 16 caminhos de produção com inovação – o que inclui etanol de melaço e etanol de segunda geração – apenas nove foram aprovados (56,3%).

Dessa forma, a maior parte das rejeições ficou a cargo dos novos caminhos enviados. Dos 115 pedidos para etanol comum – seja de cana-de-açúcar, milho, trigo, sorgo ou misturas –, 75 deles foram negados (65,2%) e apenas 40 foram aceitos (34,8%). Por sua vez, todos os 13 novos pedidos de caminhos de produção com inovação tecnológica foram rejeitados pelo Carb.

Caso ainda estejam interessadas em exportar para a Califórnia, as empresas que tiveram seus pedidos negados deverão inscrever novos caminhos de produção. No entanto, como o calendário do Carb prevê a análise de outros combustíveis que não o etanol ao longo do ano, é improvável que os resultados dessas novas CIs sejam liberados ainda em 2016.



O NovaCana esclareceu 25 das principais dúvidas sobre o processo de avaliação dos caminhos de produção de etanol pelo Carb. Saiba mais aqui.



Para aqueles que tiveram seus caminhos de produção aceitos, o Carb deu o prazo até hoje (dia 03/05) para que as empresas revisem a CI estabelecida e aceitem ou rejeitem a proposta do Carb. Aqueles que perderem o prazo terão seu pedido considerado como rejeitado.

Na sequência, o Carb deverá analisar pedidos de CI para companhias produtoras de biodiesel, diesel renovável, gás natural comprimido, gás natural liquefeito e outros.

Renata Bossle – NovaCana

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