
Superintendente agroindustrial da caeté, Mário Sérgio Matias, enfatiza que a safra é um período intenso: “Cada desafio enfrentado ao longo do caminho reforça a importância do trabalho coletivo. Agora, é momento de planejar os próximos passos”
As duas usinas do grupo Caeté (Carlos Lyra) em Alagoas encerraram recentemente a moagem da safra 2025/26. De acordo com a companhia, elas moeram 3,25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
A unidade matriz, localizada em São Miguel dos Campos, processou 1,86 milhão de toneladas, o que resultou na produção de 3,24 milhões de sacas de açúcar e 48,51 milhões litros de etanol, além de ter permitido a exportação de 60,11 gigawatts-hora de energia para o sistema elétrico.
Já a usina Marituba, de Igreja Nova (AL), moeu 1,39 milhão de toneladas, fabricando 1,94 milhão de sacas de açúcar e 47,8 milhões de litros de etanol.
“O período foi marcado por condições climáticas desafiadoras, sobretudo em razão da estiagem registrada nos últimos ciclos”, relata a Caeté, em nota. Ainda assim, a companhia enfatiza que o trabalho integrado das equipes permitiu manter a regularidade das operações.
Segundo o gerente agrícola Vinícius Gomes, a safra exigiu capacidade de adaptação diante do cenário climático adverso. “Foi uma safra desafiadora, marcada pelos reflexos da estiagem da safra anterior e por um período prolongado de seca ao longo deste ciclo. Mesmo assim, conseguimos avançar em pontos importantes, com crescimento da moagem de cana própria, ampliação da colheita mecanizada e melhorias na eficiência dos nossos sistemas de irrigação”, afirma.
Com o encerramento da safra, as duas unidades iniciam o período de entressafra. De acordo com a Caeté, esse período é voltado à manutenção industrial e ao planejamento estratégico para o próximo ciclo produtivo.
Em relação à unidade de São Miguel dos Campos, a companhia relata que os indicadores apontam perspectivas positivas para o próximo ciclo agrícola. Para o supervisor agrícola Eraldo Pereira, o desempenho obtido reforça a qualidade do trabalho realizado no campo.
“Quando analisamos os resultados e, principalmente, o ativo biológico que estamos preparando para a safra 2026/27, avaliamos que o saldo é positivo. O trabalho desenvolvido ao longo deste ciclo nos dá boas expectativas para o futuro”, disse.
A participação dos fornecedores de cana também teve papel fundamental no desempenho da Caeté. Conforme o gerente José Bonifácio Cirilo, houve crescimento no volume entregue pelos parceiros. “Registramos um aumento de quase 8% na moagem de cana proveniente de fornecedores. Essa parceria é extremamente importante para a usina Caeté e contribuiu diretamente para os resultados alcançados”, detalha.
Na área de colheita, o desempenho das equipes contribuiu para manter o fluxo contínuo de matéria-prima para a indústria. De acordo com o coordenador de colheita mecanizada, Jasiel Lima, o trabalho conjunto das frentes mecanizadas e manuais foi essencial.
O supervisor agrícola Marcos Amâncio complementa: “O corte manual representa cerca de 30% da moagem diária. É um trabalho realizado com muita dedicação pelas equipes, sempre com atenção à qualidade da operação e à segurança dos colaboradores”.
Na unidade de Igreja Nova, a Caeté afirma que um dos principais destaques foi o índice de eficiência de recuperação de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), que atingiu 86% – o melhor desempenho registrado nas últimas cinco safras da unidade.
Segundo o supervisor agrícola Marcelo Bispo, a estiagem prolongada exigiu resiliência e planejamento. “Nossa região enfrentou um grande déficit hídrico, com período prolongado sem chuvas desde outubro até o final de fevereiro. Foi uma safra desafiadora”, afirma, ressaltando a importância dos investimentos realizados em irrigação.
Na área industrial, o supervisor de produção de açúcar e álcool, Hercílio Cavalcanti, ressaltou a evolução contínua: “A safra se encerra com índices expressivos de eficiência de ATR, os maiores dos últimos cinco anos. Também conquistamos duas certificações importantes, refletindo o comprometimento de toda a equipe”.
Além disso, de acordo com o gerente industrial Aldevan Henrique da Silva, a safra foi marcada por recordes importantes de produção. Ele relata que a unidade atingiu picos de 15 mil sacos de açúcar por dia, 420 mil litros de etanol diários e moagem de até 9 mil toneladas em um único dia.
Para isso, um dos diferenciais foi a retomada da operação com seis ternos de moagem, elevando a capacidade horária e melhorando a eficiência de extração. Comparado à safra anterior, houve aumento de aproximadamente 13% a 15% na moagem, além de avanço significativo na eficiência de recuperação, que passou de cerca de 84,5% para próximo de 86%.
NovaCana
Com informações da Caeté