Mesmo depois de duas consultas públicas, ainda há muitos pontos a serem definidos na nova política nacional de combustíveis (RenovaBio) – e, se depender da Associação de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA), também há alguns que precisam ser retomados.
A entidade, que participou da discussão sobre as metas do programa, divulgou uma versão ampliada e traduzida de seu parecer sobre o tema. Segundo a RFA, o objetivo é dar uma maior visibilidade às sugestões, especialmente à solicitação de aumento do valor adotado para a intensidade de carbono da gasolina, que foi considerado “muito baixo”.
A versão da RenovaCalc que foi disponibilizada em consulta pública utilizava como base uma emissão de 87 gramas de CO2 equivalente por megajoule (gCO2e/MJ) para a gasolina. A nota do etanol, por sua vez, é calculada de acordo com seu caráter mitigador, ou seja, o quanto o processo produtivo de cada usina emitiu a menos do que a gasolina. Assim, quanto maior for o valor de referência para a gasolina, maior será a nota das usinas e, consequentemente, maior será o número de CBios emitidos.
“De forma geral, acreditamos que o cronograma proposto de redução anual da intensidade de carbono (IC), em que o IC médio de gasolina será reduzido em 10,1% entre 2018 e 2028, é razoável e viável”, afirma a entidade, que possui mais de 300 membros. “Assim, é essencial que a classificação (baseada no escore de IC) das vias de biocombustível no âmbito do RenovaBio seja conduzida de maneira precisa, transparente e baseada na ciência”.
Como muitas das empresas associadas da RFA exportam etanol para o Brasil, a associação demonstra um assumido interesse pela rota de etanol de milho importado descrita na calculadora do programa, a RenovaCalc.
“A diferença considerável (14 a 17 g/MJ) entre o etanol de milho 1G produzido no Brasil e o etanol de milho 1G importado é notável e a RFA examinou a RenovaCalc detalhadamente na tentativa de entender essa discrepância”, relata o documento.
A seguir, confira o posicionamento da RFA sobre os seguintes temas:
- Análise do ciclo de vida
- Modais de transporte nos Estados Unidos
- Uso de energia – nos EUA e no Brasil
- Etanol de milho nacional x etanol de milho importado
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