As constantes quedas nos valores financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor sucroenergético não abrem espaço para dúvidas: as usinas estão mudando suas fontes de financiamento.
Segundo o gerente sênior de relacionamento do Rabobank, Manoel Pereira de Queiroz, fontes públicas de financiamento devem se tornar cada vez mais escassas devido à realidade econômica do país e à necessidade de redução da dívida pública: “Ou seja, o setor vai ter que aprender a se financiar dependendo muito menos de dinheiro público”.
Como alternativa a isso, ele enumera empréstimos em moeda nacional com instituições privadas, a entrada no mercado de capitais e até mesmo empréstimos em moedas estrangeiras. “A taxa de juros em real ainda está bastante cara, mas existe uma tendência de queda. E, nesse ponto, a gente entende que as operações em reais devem subir”, relata.
A reportagem a seguir desenvolve como a relação do setor sucroenergético com o mercado de crédito.
E mais:
- Consequências da concentração da oferta de crédito no mercado nacional
- Abertura do mercado a empréstimos em moeda estrangeira
- Mercado de capitais: debêntures, bonds, CRAs e CRIs
- Necessidades de investimentos das empresas sucroenergéticas
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