Esta é uma das opções para reverter os resultados ruins registrados no terceiro trimestre pela companhiaA Bunge, uma das maiores comercializadoras de commodities agrícolas do mundo, sinalizou que está considerando vender seus negócios de processamento de cana-de-açúcar, apesar dos pesados investimentos feitos neles nos últimos anos.
"Levando em conta os desafios enfrentados pela indústria brasileira, iniciamos um processo abrangente de exploração de todas as alternativas para otimizar o valor deste negócio", o presidente-executivo da empresa, Soren Schroeder, declarou em nota.
O anúncio veio logo após a empresa registrar uma perda líquida de US$ 120 milhões (atribuível aos acionistas), ou US$ 1,66 por ação, no seu terceiro trimestre, ante o lucro líquido de US$ 297 milhões, ou US$ 1,91 por ação do ano anterior.
Os ganhos, inferiores às expectativas de mercado, foram puxados para baixo pelo desempenho do setor de açúcar e bioenergia da companhia, que registrou uma perda de US$ 19 milhões no trimestre e forçou a Bunge a gastar US$ 415 em encargos após impostos.
A indústria sucroenergética brasileira tem enfrentado problemas de capacidade e a grande produção de açúcar do país pressiona preços e margens. As expectativas de que o governo incentivasse o uso do etanol de cana nos meios de transporte atrairam muitos traders de commodities e grupos do setor energético para a produção sucroalcooleira, como a BP PLC, Olam e Bunge, a qual, segundo estimativas de analistas, gastou mais de US$ 2 bilhões comprando ativos no Brasil.
Contudo muitos negócios enfrentaram um ambiente operacional desafiante, especialmente no que diz respeito aos altos custos de produção e financiamento, e aos limites do governo aos preços domésticos da gasolina, que acabam limitando também os ganhos no etanol. De acordo com a Bunge, foram estes os problemas que atingiram suas oito usinas brasileiras, além dascondições climáticas desfavoráveis e dos baixos preços do açúcar.
"Custos mais baixos a partir de uma maior moagem e melhoria na produtividade foram mais do que compensados pelos baixos preços do açúcar, além de custos relacionados à manutenção de terra nas quais não cultivaremos cana este ano devido ao tempo chuvoso", dizia a nota.
Analistas da Morgan Stanley afirmaram: "O lucro registrado no terceiro trimestre, de US% 2,05 por ação, ficou abaixo da nossa estimativa, de US$ 2,27, e da do mercado, de US$ 2,21, principalmente devido a novos desafios em um setor permanentemente desafiador".
Segundo informações da Reuters, a companhia não tem prazo para a revisão de alternativos para os negócios de açúcar e bioenergia, e ainda não discutiu a possível venda com qualquer pretendente.
A Bunge disse ainda que seus negócios no setor sucroenergético devem registrar perdas no quarto trimestre e que não iria mais investir neles.
"Em 2014, vamos gerir nosso negócio de moagem de cana para que o fluxo de caixa livre seja positivo, com reinvestimento dedicado à manutenção e a projetos de eficiência agrícola e industrial", afirmou a empresa.
Schroder, que assumiu o comando em 1 de junho, declarou anteriormente que, para impulsionar os resultados financeiros, a Bunge iria cortar seus gastos de capital em 2013 para 1 bilhão de dólares (ante 1,2 bilhão)
Gregory Meyer and Neil Hume (Financial Times)
Com informações da Reuters
Tradução e adaptação: Vivian Faria – NovaCana
"Levando em conta os desafios enfrentados pela indústria brasileira, iniciamos um processo abrangente de exploração de todas as alternativas para otimizar o valor deste negócio", o presidente-executivo da empresa, Soren Schroeder, declarou em nota.
O anúncio veio logo após a empresa registrar uma perda líquida de US$ 120 milhões (atribuível aos acionistas), ou US$ 1,66 por ação, no seu terceiro trimestre, ante o lucro líquido de US$ 297 milhões, ou US$ 1,91 por ação do ano anterior.
Os ganhos, inferiores às expectativas de mercado, foram puxados para baixo pelo desempenho do setor de açúcar e bioenergia da companhia, que registrou uma perda de US$ 19 milhões no trimestre e forçou a Bunge a gastar US$ 415 em encargos após impostos.
A indústria sucroenergética brasileira tem enfrentado problemas de capacidade e a grande produção de açúcar do país pressiona preços e margens. As expectativas de que o governo incentivasse o uso do etanol de cana nos meios de transporte atrairam muitos traders de commodities e grupos do setor energético para a produção sucroalcooleira, como a BP PLC, Olam e Bunge, a qual, segundo estimativas de analistas, gastou mais de US$ 2 bilhões comprando ativos no Brasil.
Contudo muitos negócios enfrentaram um ambiente operacional desafiante, especialmente no que diz respeito aos altos custos de produção e financiamento, e aos limites do governo aos preços domésticos da gasolina, que acabam limitando também os ganhos no etanol. De acordo com a Bunge, foram estes os problemas que atingiram suas oito usinas brasileiras, além dascondições climáticas desfavoráveis e dos baixos preços do açúcar.
"Custos mais baixos a partir de uma maior moagem e melhoria na produtividade foram mais do que compensados pelos baixos preços do açúcar, além de custos relacionados à manutenção de terra nas quais não cultivaremos cana este ano devido ao tempo chuvoso", dizia a nota.
Analistas da Morgan Stanley afirmaram: "O lucro registrado no terceiro trimestre, de US% 2,05 por ação, ficou abaixo da nossa estimativa, de US$ 2,27, e da do mercado, de US$ 2,21, principalmente devido a novos desafios em um setor permanentemente desafiador".
Segundo informações da Reuters, a companhia não tem prazo para a revisão de alternativos para os negócios de açúcar e bioenergia, e ainda não discutiu a possível venda com qualquer pretendente.
A Bunge disse ainda que seus negócios no setor sucroenergético devem registrar perdas no quarto trimestre e que não iria mais investir neles.
"Em 2014, vamos gerir nosso negócio de moagem de cana para que o fluxo de caixa livre seja positivo, com reinvestimento dedicado à manutenção e a projetos de eficiência agrícola e industrial", afirmou a empresa.
Resultados da empresa
Apesar de fazer parte do grupo dos quatro maiores players do mercado, a Bunge teve prejuízo líquido de US$ 120 milhões no terceiro trimestre, que terminou 30 de setembro, ante um lucro de US$ 297 milhões no mesmo trimestre há um ano. A receita do trimestre foi de US$ 14,7 bilhões. Há um ano, a receita foi de US$ 16,5 bilhões e, de acordo com a Thomson Reuters, a expectativa dos analistas era de que ficasse em US$ 16,9 bilhões.Schroder, que assumiu o comando em 1 de junho, declarou anteriormente que, para impulsionar os resultados financeiros, a Bunge iria cortar seus gastos de capital em 2013 para 1 bilhão de dólares (ante 1,2 bilhão)
Gregory Meyer and Neil Hume (Financial Times)
Com informações da Reuters
Tradução e adaptação: Vivian Faria – NovaCana
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