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Bunge tem prejuízo de U$142 milhões com açúcar e bioenergia no 4º tri

bunge canaAs vendas de etanol e cogeração foram as que apresentaram as maiores altas

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Com oito usinas de açúcar e etanol no país, a norte-americana Bunge registrou um prejuízo operacional de U$142 milhões no último trimestre de 2014, encerrado em 31 de dezembro. O resultado é três vezes pior que as perdas de U$43 milhões reportadas no mesmo período do ano anterior.

No acumulado do ano, O Ebit (lucro antes de juros e impostos) do segmento de açúcar e bioenergia foi de U$ 156 milhões negativos. Somado ao ano fiscal de 2013, o prejuízo operacional acumulado é de U$216 milhões.

Veja a seguir o resumo dos resultados do último trimestre, do acumulado de 2014 e as declarações do presidente da empresa.

Com oito usinas de açúcar e etanol no país, a norte-americana Bunge registrou um prejuízo operacional de U$142 milhões no último trimestre de 2014, encerrado em 31 de dezembro. O resultado é três vezes pior que as perdas de U$43 milhões reportadas no mesmo período do ano anterior.

No acumulado do ano, O Ebit (lucro antes de juros e impostos) do segmento de açúcar e bioenergia foi de U$ 156 milhões negativos. Somado ao ano fiscal de 2013, o prejuízo operacional acumulado é de U$216 milhões.

No trimestre, a receita líquida do segmento sucroenergético aumentou 7,7% para U$ 1,3 bilhão, ante os U$ 1 bilhão registrados no período. No acumulado do ano, as receitas do negócio somam U$4,5 bilhões, alta de 7% na comparação com o ano anterior.

Moagem e produção de açúcar reduzidas

No período encerrado em 31 de dezembro, a moagem de cana da Bunge somou 4,6 milhões de toneladas, uma leve retração de 2,1% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, a moagem das oito usinas foi de 19,6 milhões de toneladas, volume 2,6% superior ao reportado em 2013.

Os volumes de venda de açúcar despencaram no trimestre para 165 mil toneladas (-42,5%). Na comparação anual, o volume total comercializado foi de 751 mil de toneladas, queda de 10,6%.

Já as vendas de etanol e cogeração foram as que apresentaram as maiores altas em termos de volume comercializado, de 26 e 53,6%, respectivamente.

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“Nosso desempenho foi menor que as expectativas assim como nosso volume de moagem ficou abaixo das projeções”, admitiu o diretor financeiro da empresa, Andrew Burke, durante conference call com analistas.

Embora tenha apresentado resultados operacionais negativos no trimestre e no acumulado do ano, a empresa mostrou certo otimismo quanto à redução das perdas do segmento de açúcar e bioenergia.

“Continuamos a gerenciar o segmento [de açúcar e bioenergia] para ser lucrativo, limitando os investimentos de capital apenas às manutenções agrícolas e industriais e na eficiência de projetos”, afirmou Burke.

Como parte dessa estratégia de redução de custos e maior lucratividade para o setor de açúcar e etanol, a Bunge reduziu em 35 mil hectares as áreas de replantio de cana-de-açúcar, de 200 mil para 175 mil hectares por ano.

“Este nível vai permitir uma moagem de cana a plena capacidade com um forte foco no aumento da produtividade e maiores valores de ATR. Somado a melhores projeções para o preço do etanol em 2015 e mercados mais fortes, além do nosso programa de hedge de açúcar, estamos confiantes que 2015 será melhor que 2014”, garantiu o presidente global da Bunge, Soren Schroder.

Leonardo Siqueira – NovaCana

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