
A Bunge, empresa que representa cerca de 10% do mercado global de açúcar, irá maximizar a produção de etanol nas usinas do grupo. A informação é da Bloomberg que conversou com o presidente da companhia, Alberto Weisser. O etanol responde atualmente por cerca de 65% da mistura nas oito usinas sucroalcooleiras da Bunge. O índice apresenta um aumento significativo na comparação com fevereiro, quando a proporção era de 59% de etanol e 41% de açúcar.
O motivo da safra mais alcooleira está associado à remuneração que os derivados da cana oferecem atualmente, com vantagem para o carburante. De acordo com a análise do veículo norte-americano, os preços do etanol estão em elevação após o reajuste do preço da gasolina, o recente anúncio da redução de impostos sobre etanol e aumentou a taxa do anidro misturado à gasolina, que retoma os 25% a partir de maio. Além disso, no decorrer de seis meses o preço do etanol anidro no mercado spot cresceu 25%, enquanto o açúcar bruto negociado em Nova York caiu 12%.
Na indústria canavieira desde 2007, a empresa esforçou-se no ano passado para manter sua capacidade total de 21 milhões de toneladas por causa de baixos rendimentos de cana-de-açúcar e dos preços do etanol.
Em 2012, o segmento de açúcar e bioenergia foi responsável por 7,6% das vendas da Bunge. Neste trimestre ela obteve um lucro de US$ 23 milhões (sem juros e impostos), ante um prejuízo de US$ 33 milhões de dólares no mesmo período do ano passado. O segmento ajudou também uma recuperação no relatório de lucros do primeiro trimestre quando foi auferido US$ 1,15 por ação, superando os US$ 0,91 na média estimados por dez analistas consultados pela Bloomberg.
A Bunge está focada na redução dos custos em suas usinas e tem ampliado a plantação de cana, a cogeração e priorizado a aquisição de matéria-prima e arrendamento de terras que sejam próximas das plantas industriais. O aumento da produtividade também está no alvo com a plantação e renovação dos canaviais. No ano passado foram plantados 70 mil hectares de cana e este ano a perspectiva é de outros 60 mil hectares.
De acordo com anúncio feito pela companhia em fevereiro, Weisser vai deixar o cargo em junho e será substituído por Soren Schroder, o chefe da unidade norte-americana da Bunge.
Tradução e adaptação novaCana.com
Fonte:
Bloomberg