
A Bunge Ltda. contratou o Morgan Stanley como conselheiro para atuar durante a decisão sobre o futuro do seu negócio de produção de açúcar e etanol no Brasil, que tem apresentado baixo desempenho.
Encontrar "uma boa saída" para o negócio está entre os principais objetivos do CEO Soren Schroder para 2014, à medida que a companhia busca aumentar o retorno sobre o capital investido.
A Bunge Ltda. contratou o Morgan Stanley como conselheiro para atuar durante a decisão sobre o futuro do seu negócio de produção de açúcar e etanol no Brasil, que tem apresentado baixo desempenho, disse o CEO Soren Schroder.
Encontrar "uma boa saída" para o negócio está entre os principais objetivos de Schroder para 2014, à medida que a companhia busca aumentar o retorno sobre o capital investido (ROIC), declarou ele em entrevista por telefone.
"A principal meta de 2014 é atingir o ROIC proposto, que está bem acima do custo de capital, e encontrar uma boa saída para nossos negócios de processamento de açúcar no Brasil", disse.
A Bunge revelou em outubro que estava explorando as opções para este segmento de seus negócios, o qual tem sido um problema para os resultados da empresa. O valor contábil da unidade varia de US$ 2 a US$ 2,5 bilhões, segundo o que o diretor financeiro da Bunge, Drew Burke, disse em uma teleconferência com investidores, realizada ontem (13).
O CEO não quis estabelecer um prazo para está decisão, apesar de – "se possível" – o objetivo ser chegar a uma conclusão sobre o futuro da unidade ainda este ano. Schroder também se recusou a comentar se algum potencial comprador já demonstrou interesse no negócio.
A empresa, cujas vendas são compostas principalmente por negociações e processamento de soja e grãos, está analisando as alternativas para os negócios de processamento de cana-de-açúcar em meio a uma safra de baixa concentração de açúcar, preços locais do etanol limitados, e preços globais do açúcar "deprimidos".
A Bunge entrou no mercado de açúcar como uma trader em 2006 e comprou sua primeira usina em 2007. A companhia declarou hoje que a unidade de açúcar e bioenergia perdeu US$ 35 milhões no EBITDA ajustado no quarto trimestre de 2013.
Os negócios da Bunge que comercializam e transportam culturas no Brasil estão se saindo melhor do que há um ano, disse Schroder. O transporte da colheita de áreas do interior, como o Mato Grosso, até o porto enfrenta menos congestionamentos e os primeiros barcos têm partido sem muitos atrasos, afirmou.
Segundo ele, a Bunge trabalhou para melhorar seus processos e sua logística no Brasil para superar os atrasos do ano passado por meio de medidas como a pré-contratação de caminhões.
No mês que vem a companhia deve abrir seu novo terminal no porto de Belém, que, para Schroder, deve tirar a pressão de outros portos do país. A princípio, o terminal vai operar com capacidade de 1,5 milhões de toneladas e, a partir de 2015, a capacidade deve atingir 4 milhões de toneladas, disse ele.
"O terminal vai abrir um corredor para exportar a partir do Mato Grosso para o norte", explicou.
Shruti Date Singh (Bloomberg)
Tradução e adaptação: Vivian Faria – NovaCana
Encontrar "uma boa saída" para o negócio está entre os principais objetivos do CEO Soren Schroder para 2014, à medida que a companhia busca aumentar o retorno sobre o capital investido.
A Bunge Ltda. contratou o Morgan Stanley como conselheiro para atuar durante a decisão sobre o futuro do seu negócio de produção de açúcar e etanol no Brasil, que tem apresentado baixo desempenho, disse o CEO Soren Schroder.
Encontrar "uma boa saída" para o negócio está entre os principais objetivos de Schroder para 2014, à medida que a companhia busca aumentar o retorno sobre o capital investido (ROIC), declarou ele em entrevista por telefone.
"A principal meta de 2014 é atingir o ROIC proposto, que está bem acima do custo de capital, e encontrar uma boa saída para nossos negócios de processamento de açúcar no Brasil", disse.
A Bunge revelou em outubro que estava explorando as opções para este segmento de seus negócios, o qual tem sido um problema para os resultados da empresa. O valor contábil da unidade varia de US$ 2 a US$ 2,5 bilhões, segundo o que o diretor financeiro da Bunge, Drew Burke, disse em uma teleconferência com investidores, realizada ontem (13).
O CEO não quis estabelecer um prazo para está decisão, apesar de – "se possível" – o objetivo ser chegar a uma conclusão sobre o futuro da unidade ainda este ano. Schroder também se recusou a comentar se algum potencial comprador já demonstrou interesse no negócio.
A empresa, cujas vendas são compostas principalmente por negociações e processamento de soja e grãos, está analisando as alternativas para os negócios de processamento de cana-de-açúcar em meio a uma safra de baixa concentração de açúcar, preços locais do etanol limitados, e preços globais do açúcar "deprimidos".
O maior processador
As usinas da Bunge têm capacidade para moer mais de 20 milhões de toneladas de cana por ano, fazendo da empresa a maior processadora da planta no Brasil, depois da Cosan, da Abengoa Bioenergia e da Biosev, de acordo com Piper Jaffrey Cos.A Bunge entrou no mercado de açúcar como uma trader em 2006 e comprou sua primeira usina em 2007. A companhia declarou hoje que a unidade de açúcar e bioenergia perdeu US$ 35 milhões no EBITDA ajustado no quarto trimestre de 2013.
Os negócios da Bunge que comercializam e transportam culturas no Brasil estão se saindo melhor do que há um ano, disse Schroder. O transporte da colheita de áreas do interior, como o Mato Grosso, até o porto enfrenta menos congestionamentos e os primeiros barcos têm partido sem muitos atrasos, afirmou.
Segundo ele, a Bunge trabalhou para melhorar seus processos e sua logística no Brasil para superar os atrasos do ano passado por meio de medidas como a pré-contratação de caminhões.
No mês que vem a companhia deve abrir seu novo terminal no porto de Belém, que, para Schroder, deve tirar a pressão de outros portos do país. A princípio, o terminal vai operar com capacidade de 1,5 milhões de toneladas e, a partir de 2015, a capacidade deve atingir 4 milhões de toneladas, disse ele.
"O terminal vai abrir um corredor para exportar a partir do Mato Grosso para o norte", explicou.
Shruti Date Singh (Bloomberg)
Tradução e adaptação: Vivian Faria – NovaCana