Apesar do setor produtivo do norte do país reclamar da importação de etanol, os dados mostram que, para tentar minimizar dificuldades internas de abastecimento do mercado, são as próprias usinas que mais buscam o produto lá foraOs pedidos para importar etanol voltaram a acontecer com mais intensidade em novembro do ano passado, e quem dominou o mercado importador foram justamente as usinas sucroalcooleiras. Os portos de Santos e do norte/nordeste foram os destinos mais buscados.
Veja também:
- O volume que cada usina buscou importar e os portos de desembarque
- Quanto de etanol foi solicitado para os portos do centro-sul e do norte/nordeste (discriminado por empresa)
Os pedidos para importar etanol voltaram a acontecer com mais intensidade em novembro do ano passado, e quem dominou o mercado importador foram justamente as usinas sucroalcooleiras.
Em novembro de 2013 o maior pedido de autorização para importar etanol foi feito pela Tonon Bionergia, de 20,7 milhões de litros. A unidade Pedro Afonso (TO), da Bunge, vem em seguida, solicitando o volume de 7,9 milhões de litros.
Em dezembro o maior pedido de importação foi protocolado pela Biosev, 19,5 milhões de litros. A usina da Bunge aparece novamente com outro pedido, dessa vez para importar 12,8 milhões. A Una Açúcar e Energia, empresa de Pernambuco que encontra-se em recuperação judicial, solicitou 10 milhões de litros.
A Biosev explicou ao portal NovaCana que "a produção da companhia foi afetada pelos severos eventos climáticos registrados no ano passado: seca no Nordeste e geadas no estado do Mato Grosso do Sul". Segundo a empresa, "a importação é necessária para garantir que a Biosev atenda exigências da legislação brasileira, que estabelece limites mínimos de estoque de etanol para as usinas operando no país".
Em relação a polêmica envolvendo as usinas da região que estão tentado barrar as importações, preocupadas com uma possível perda de mercado, a Biosev garantiu que "os volumes importados são pouco significativos em relação à demanda local e não terão impacto para os produtores de cana-de-açúcar da região".

Na semana passada a Bloomberg informou que a Copersucar importará em fevereiro 45,7 milhões de litros também para o centro-sul, nos portos de Paranaguá e Santos. No entanto esta movimentação ainda não consta nos dados consultados pelo portal NovaCana, que apresentam apenas as autorizações de importação de etanol emitidas entre março de 2012 e dezembro de 2013.
As importações para o centro-sul também podem ser utilizadas para reforçar os estoques de etanol anidro. Na avaliação dos estoques feita pelo portal NovaCana na semana passada, ficou claro que as reservas de etanol anidro estão em volumes muito mais ajustados que de etanol hidratado. A conversão de hidratado para anidro é uma das possibilidades, mas depende da disponibilidade de bagaço, energia e do período de manutenção de cada usina.


NovaCana
Veja também:
- O volume que cada usina buscou importar e os portos de desembarque
- Quanto de etanol foi solicitado para os portos do centro-sul e do norte/nordeste (discriminado por empresa)
Os pedidos para importar etanol voltaram a acontecer com mais intensidade em novembro do ano passado, e quem dominou o mercado importador foram justamente as usinas sucroalcooleiras.
Em novembro de 2013 o maior pedido de autorização para importar etanol foi feito pela Tonon Bionergia, de 20,7 milhões de litros. A unidade Pedro Afonso (TO), da Bunge, vem em seguida, solicitando o volume de 7,9 milhões de litros.
Em dezembro o maior pedido de importação foi protocolado pela Biosev, 19,5 milhões de litros. A usina da Bunge aparece novamente com outro pedido, dessa vez para importar 12,8 milhões. A Una Açúcar e Energia, empresa de Pernambuco que encontra-se em recuperação judicial, solicitou 10 milhões de litros.
A Biosev explicou ao portal NovaCana que "a produção da companhia foi afetada pelos severos eventos climáticos registrados no ano passado: seca no Nordeste e geadas no estado do Mato Grosso do Sul". Segundo a empresa, "a importação é necessária para garantir que a Biosev atenda exigências da legislação brasileira, que estabelece limites mínimos de estoque de etanol para as usinas operando no país".
Em relação a polêmica envolvendo as usinas da região que estão tentado barrar as importações, preocupadas com uma possível perda de mercado, a Biosev garantiu que "os volumes importados são pouco significativos em relação à demanda local e não terão impacto para os produtores de cana-de-açúcar da região".

Portos
As importações se concentram nos portos do norte/nordeste, com exceção da Tonon Bioenergia que pediu para receber todo o etanol no porto de Santos. A empresa possui três usinas e capacidade de moagem de aproximadamente 8,2 milhões de toneladas por safra.Na semana passada a Bloomberg informou que a Copersucar importará em fevereiro 45,7 milhões de litros também para o centro-sul, nos portos de Paranaguá e Santos. No entanto esta movimentação ainda não consta nos dados consultados pelo portal NovaCana, que apresentam apenas as autorizações de importação de etanol emitidas entre março de 2012 e dezembro de 2013.
As importações para o centro-sul também podem ser utilizadas para reforçar os estoques de etanol anidro. Na avaliação dos estoques feita pelo portal NovaCana na semana passada, ficou claro que as reservas de etanol anidro estão em volumes muito mais ajustados que de etanol hidratado. A conversão de hidratado para anidro é uma das possibilidades, mas depende da disponibilidade de bagaço, energia e do período de manutenção de cada usina.


NovaCana