Companhia prevê queda de 46% nas exportações brasileiras de etanolAs exportações brasileiras de etanol devem cair para o nível mais baixo em 11 anos na estimativa da Louis Dreyfus Holding BV, conforme informação apurada pela Bloomberg.
A estimativa de redução das exportações é ainda mais pessimista que a projetada pela Unica na semana passada.
As exportações brasileiras de etanol devem cair para o nível mais baixo em 11 anos na estimativa da Louis Dreyfus Holding BV, conforme informação apurada pela Bloomberg. A holding que controla os negócios do grupo francês detém indiretamente 58,4% da Biosev, a segunda maior produtora de açúcar e etanol do Brasil.
O diretor comercial da Biosev Enrico Biancheri acredita que sejam enviados a outros países 1,5 bilhão de litros, volume 46% inferior ao registrado em 2013, quando foram exportados 2,8 bilhões de litros. Com a queda estimada, a exportação seria a menor registrada desde 2003.
Na semana passada a Unica foi mais otimista e projetou uma exportação entre 1,7 bilhão e 1,8 bilhão de litros.
"A demanda dos Estados Unidos, que absorve cerca de 70% do nosso etanol, pode cair significativamente", disse Biancheri em entrevista à Bloomberg. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA propôs cortar a quantidade de etanol misturado à gasolina e uma decisão final sobre o mandato ainda é aguardada.
Além disso, Biancheri avalia, os produtores de etanol norte-americanos tem uma oferta de milho abundante e barata, o que reduziu os preços do biocombustível. Nesse cenário, observa, não faz sentido enviar o produto brasileiro para os EUA.
No primeiro trimestre de 2014 foram exportados 335 milhões de litros de etanol, volume 47% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado (633 milhões de litros). O Brasil é maior exportador mundial do biocombustível e o segundo maior produtos, atrás apenas dos EUA.
Enquanto o etanol tornou-se mais barato nos EUA com amplo abastecimento de milho, o Brasil perdeu a sua vantagem com a quebra da safra canavieira, afetada pela longa estiagem. A Unica prevê uma moagem de cana de 580 milhões de toneladas no centro-sul, volume 2,8% menor do que a realizada na safra 2013/14.
Amanda SchArr – NovaCana
A estimativa de redução das exportações é ainda mais pessimista que a projetada pela Unica na semana passada.
As exportações brasileiras de etanol devem cair para o nível mais baixo em 11 anos na estimativa da Louis Dreyfus Holding BV, conforme informação apurada pela Bloomberg. A holding que controla os negócios do grupo francês detém indiretamente 58,4% da Biosev, a segunda maior produtora de açúcar e etanol do Brasil.
O diretor comercial da Biosev Enrico Biancheri acredita que sejam enviados a outros países 1,5 bilhão de litros, volume 46% inferior ao registrado em 2013, quando foram exportados 2,8 bilhões de litros. Com a queda estimada, a exportação seria a menor registrada desde 2003.
Na semana passada a Unica foi mais otimista e projetou uma exportação entre 1,7 bilhão e 1,8 bilhão de litros.
"A demanda dos Estados Unidos, que absorve cerca de 70% do nosso etanol, pode cair significativamente", disse Biancheri em entrevista à Bloomberg. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA propôs cortar a quantidade de etanol misturado à gasolina e uma decisão final sobre o mandato ainda é aguardada.
Além disso, Biancheri avalia, os produtores de etanol norte-americanos tem uma oferta de milho abundante e barata, o que reduziu os preços do biocombustível. Nesse cenário, observa, não faz sentido enviar o produto brasileiro para os EUA.
No primeiro trimestre de 2014 foram exportados 335 milhões de litros de etanol, volume 47% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado (633 milhões de litros). O Brasil é maior exportador mundial do biocombustível e o segundo maior produtos, atrás apenas dos EUA.
Enquanto o etanol tornou-se mais barato nos EUA com amplo abastecimento de milho, o Brasil perdeu a sua vantagem com a quebra da safra canavieira, afetada pela longa estiagem. A Unica prevê uma moagem de cana de 580 milhões de toneladas no centro-sul, volume 2,8% menor do que a realizada na safra 2013/14.
Amanda SchArr – NovaCana